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Operação Arcaico combate fraudes em títulos de terras públicas na Bahia

Operação Arcaico combate fraudes em títulos de terras públicas na Bahia

22/01/2020 às 08h40 Atualizada em 22/01/2020 às 11h40
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Na manhã desta terça-feira, 21, a Polícia Federal deflagrou a operação Arcaico no combate a crimes relacionados a fraudes em títulos de propriedade de terrenos da União no município de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

Cerca de 20 policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de intimação nos municípios baianos de Salvador e Vitória da Conquista.

A operação decorre de uma investigação iniciada em janeiro de 2019, quando a Polícia Federal tomou conhecimento de que um casal de ex-juízes de direito do Estado da Bahia, uma advogada e um corretor de imóveis, estaria comercializando, como se dono fosse, terrenos que haviam sido destinados pela Secretaria de Patrimônio da União – SPU para a construção das novas sedes da Delegacia de Polícia Federal em Vitória da Conquista, do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego.

A fraude teve início em 2016, com a confecção de uma certidão falsa do 3º Tabelionato de Notas de Vitória da Conquista, que atestava a existência de uma suposta escritura pública de compra e venda da área em questão, datada de 1994, cujo livro havia sido extraviado. A partir dessa certidão, teria sido feito um registro imobiliário no 1º Ofício de Imóveis de Vitória da Conquista, em um livro que, coincidentemente, estaria totalmente danificado e ilegível, impossibilitando a sua verificação.

De acordo com as investigações, os alvos da operação conseguiram, em curto espaço de tempo, cancelar administrativamente a matrícula da propriedade da União, e a partir daí o casal, a advogada e o corretor passaram a ameaçar algumas pessoas que ocupavam irregularmente a área, exigindo pagamentos em troca da manutenção de suas residências e negócios.

Nesta fase do inquérito, os investigados foram indiciados pelos crimes de associação criminosa, estelionato, extravio de livro ou documento, prevaricação, falsidade ideológica, falsificação de documento público, extorsão e alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria.

 

Fonte: Jornal A Tarde

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