
Um advogado morreu após ser atingido pelo desabamento de uma marquise na tarde desta terça-feira (22), em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador. A ocorrência volta a chamar atenção para os riscos associados à falta de manutenção e ao comprometimento de estruturas projetadas sobre áreas de circulação de pedestres.
A vítima foi identificada como Fernando Macêdo de Souza, de 50 anos. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele foi atingido pelos destroços e chegou a receber socorro, mas não resistiu aos ferimentos. As circunstâncias e as causas do desabamento ainda deverão ser esclarecidas.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) lamentou a morte de Fernando e informou que ele era servidor da Assessoria Jurídica do Município de São Francisco do Conde, onde atuava no serviço público.
Tragédia semelhante marcou Alagoinhas
Embora o acidente desta terça-feira tenha ocorrido em São Francisco do Conde, o episódio traz à memória uma tragédia ainda recente em Alagoinhas.
Em 11 de abril de 2024, uma marquise de um edifício localizado na Praça José Joaquim Seabra, no centro da cidade, desabou e atingiu pessoas que estavam nas proximidades. Jairo Robertson Cruz morreu no local, enquanto Isailson Gledeson dos Santos chegou a ser socorrido, mas também não resistiu. Uma terceira vítima ficou ferida. A Defesa Civil interditou o imóvel após a ocorrência.
Na ocasião, a situação também levantou questionamentos sobre as condições de conservação das estruturas existentes no centro comercial. Relatos publicados à época apontavam preocupação de moradores com marquises antigas, infiltrações e a necessidade de manutenção.
Prevenção pode evitar novas tragédias
Acidentes dessa natureza reforçam a importância de vistorias técnicas periódicas, manutenção preventiva e atuação de profissionais habilitados, principalmente em imóveis antigos e localizados em regiões de grande circulação.
Fissuras, infiltrações, corrosão das armaduras, concreto se desprendendo e ferragens expostas estão entre as anomalias que podem indicar comprometimento de estruturas e precisam ser avaliadas tecnicamente. Documentos técnicos utilizados em inspeções de edificações também relacionam essas condições entre os problemas que devem ser observados em marquises.
O acidente em São Francisco do Conde, portanto, não deve ser visto apenas como uma fatalidade distante. Para Alagoinhas, onde uma queda de marquise já deixou duas pessoas mortas em pleno centro da cidade, o episódio serve como um novo alerta para proprietários de imóveis e poder público: prevenção, fiscalização e manutenção precisam acontecer antes que os sinais de deterioração se transformem em novas tragédias.
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