
Microempreendedores Individuais (MEIs) voltaram a ser alvo de golpes que utilizam boletos falsos, mensagens fraudulentas e ameaças de cancelamento do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Os criminosos se passam por órgãos públicos ou entidades representativas para convencer as vítimas a realizar pagamentos indevidos.
Entre as práticas mais recorrentes estão o envio de boletos emitidos por supostas associações e sindicatos, além de e-mails, mensagens de texto (SMS) e notificações por aplicativos que informam a existência de dívidas, protestos ou irregularidades cadastrais. Em muitos casos, os comunicados utilizam linguagem jurídica e estabelecem prazos curtos para aumentar a sensação de urgência.
Outra estratégia adotada pelos golpistas é a criação de sites que reproduzem a aparência de plataformas governamentais. Nessas páginas, os criminosos cobram por serviços que são gratuitos, como a abertura, alteração de dados cadastrais ou baixa do registro de Microempreendedor Individual.
Para evitar prejuízos, os empreendedores devem lembrar que a única cobrança obrigatória do MEI é o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI), que deve ser emitido exclusivamente pelos canais oficiais do governo.
Especialistas também orientam os microempreendedores a desconfiar de mensagens que exigem pagamento imediato ou ameaçam o cancelamento do CNPJ. Antes de efetuar qualquer pagamento, é recomendável confirmar a origem da cobrança e verificar se o endereço eletrônico utilizado termina com o domínio ".gov.br", característica dos sites oficiais da administração pública.
A adoção de medidas simples de verificação pode evitar prejuízos financeiros e impedir que informações pessoais ou empresariais sejam utilizadas de forma indevida por criminosos. Em caso de dúvida, a orientação é buscar atendimento nos canais oficiais antes de realizar qualquer pagamento ou fornecer dados cadastrais.
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