
“Eu estou muito feliz por participar.” Foi assim que Luizinho Dantas da Silva descreveu a experiência de participar pela primeira vez da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Alagoinhas. Morador do município há dez anos, ele já havia acompanhado manifestações semelhantes em São Paulo, mas ainda não tinha participado da programação realizada na cidade.
O relato de Luizinho fez parte do encerramento da 13ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, realizado neste domingo (27). A programação começou na sexta-feira (25) e, durante três dias, reuniu serviços públicos, orientações, atividades culturais, empreendedorismo, debates e manifestações artísticas.
Para Luizinho, participar do evento teve um significado pessoal. Ele contou que durante parte da vida não conseguiu viver sua identidade da maneira que gostaria e destacou o apoio recebido atualmente de seus filhos e netos. “Hoje estou vivendo e estou bem. Tenho meus filhos e meus netos, que me amam de qualquer jeito, e isso é muito importante para mim”, afirmou.
O encerramento também levou a programação para as ruas de Alagoinhas, com desfile, apresentações artísticas, música e discursos. A ocupação do espaço público foi acompanhada por manifestações de orgulho, resistência e reafirmação de direitos da população LGBTQIAPN+.
O coordenador de Políticas para a População LGBT da Secretaria de Desenvolvimento Social, Danilo Santana, afirmou que a edição representa uma nova etapa para a Parada no município. Segundo ele, a proposta foi construída de forma coletiva e buscou combinar celebração, reivindicação e discussão sobre direitos.
“O que vivemos aqui é o início de um novo projeto e de uma nova Parada em Alagoinhas. Construímos esses três dias pensando em celebrar, mas também em lutar, reivindicar e reafirmar direitos”, declarou Danilo.
A secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama, Lianne Carmo, também destacou a participação conjunta do poder público, dos movimentos sociais e da comunidade. Para ela, a união entre esses setores é importante para a construção de uma cidade justa, democrática e com participação de todos.
“É muito emocionante estar aqui e ver essa celebração da diversidade. Celebrar a diversidade é também pregar o amor, o respeito e a união”, disse Lianne.
A professora e historiadora Iraci Gama levou a discussão para o campo da educação e da convivência social. Ela defendeu que o respeito à diversidade seja estimulado desde a infância e esteja presente na família, entre amigos e nos espaços de formação.
“A bandeira da diversidade deve ser um princípio para a vida de todos nós. Somos seres humanos e precisamos reconhecer no outro aquilo que também existe em nós”, afirmou.
Ao avaliar sua primeira participação, Luizinho também ressaltou o significado de ocupar esse espaço junto a outras pessoas. “A Parada é importante porque mostra que a gente pode estar aqui, viver, dançar, celebrar e ser feliz”, afirmou. A programação foi encerrada após três dias de atividades dedicadas à diversidade, cidadania e direitos da população LGBTQIAPN+.
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