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Mais de 1/3 da indústria mergulha na crise no primeiro semestre de 2018

Mais de 1/3 da indústria mergulha na crise no primeiro semestre de 2018

04/09/2018 às 11h05 Atualizada em 04/09/2018 às 14h05
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Mais de um terço dos setores industriais fechou a primeira metade do ano com desempenho negativo, desmentido mais uma vez o discurso de "recuperação econômica" do governo Temer e da mídia conservadora. Entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro de 2018, a parcela de atividades consideradas em crise (moderada e intensa) aumentou de 26% para 36% em 93 ramos industriais investigados num levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo.

O economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin reconheceu que a campanha do governo e dos conservadores que buscaram responsabilizar a greve dos caminhoneiros pela crise é uma farsa: “Como o movimento de desaceleração vem desde o começo do ano não dá nem para responsabilizar a paralisação dos caminhoneiros como causa da inflexão, embora possa ter contribuído para cortar pela metade o crescimento no semestre”, disse ele ao jornal paulista.

O estudo do Iedi considera em crise moderada os setores que registraram queda de 1,0% a 4,0% e em crise intensa, de 4,0% a 10%. No primeiro grupo, o número de setores cresceu de 11 para 13 e, no segundo, de 9 para 16. Entre as atividades em crise, sete têm relação com a indústria têxtil e três com a construção.

A estatística sobre o fraco desempenho da indústria brasileira confirma o fracasso da agenda golpista, especialmente, quando Michel Temer fala que o País saiu da recessão. Alguns dados jogam por terra o discurso do emedebista: o País tem quase 13 milhões de desempregados, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto também havia divulgado que cerca de 3,1 milhões de brasileiros procuram emprego há mais de 2 anos, sendo maior número da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O número é o equivalente a toda a população do Uruguai ou a toda a população de Brasília.

No ano passado, o governo estimava a criação de algo em torno de 1 milhão de empregos, mas não chegará nem à metade este ano, de acordo com previsões oficiais.

Não são apenas esses dados que refletem as dificuldades de a população alavancar o consumo e influenciar na retomada do crescimento com a agenda do atual governo. Cerca de 63 milhões de brasileiros estão com o nome no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), segundo estatísticas da própria instituição.

Também vale ressaltar que, em 2018, o Brasil teve duas vezes este ano (2018) a nota de crédito rebaixada por duas agências de risco (Standard & Poor's e Fitch).

fonte: Brasil247

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