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Bahia detém 64% da produção de guaraná do País

Taperoá e Ituberá, no baixo sul do estado, destacam-se como os maiores produtores no estado

02/10/2023 às 08h28 Atualizada em 02/10/2023 às 08h34
Por: Redação Fonte: A Tarde
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Taperoá e Ituberá, no baixo sul do estado, destacam-se como os maiores produtores no estado - Foto: Divulgação | Embrapa
Taperoá e Ituberá, no baixo sul do estado, destacam-se como os maiores produtores no estado - Foto: Divulgação | Embrapa

A Bahia continua sendo o maior produtor de guaraná do Brasil. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado foi responsável por 64% de toda a safra de guaraná colhida no País em 2022, totalizando 1.555 toneladas.

Os municípios Taperoá e Ituberá, no baixo sul do estado, destacam-se como os maiores produtores de guaraná no estado. “Cerca de 60% do guaraná produzido nessas cidades é vendido para as indústrias de refrigerante do Brasil, o restante é exportado para os Estados Unidos e Europa através do guaraná em pó ou em bastão”, afirma o engenheiro agrônomo e diretor de Desenvolvimento da Agricultura (Seagri), Assis Pinheiro Filho.

Ele conta que os produtores de guaraná dessa região cultivam esse produto associado a outras culturas como pimenta, cravo e cacau. “São mais de 5 mil agricultores familiares que produzem só no município de Taperoá, sem contar as cidades do entorno, e é o guaraná que move a economia da região. Lá tem as indústrias que fazem o processamento desse fruto e são as cooperativas e sindicatos que fazem a comercialização para essas grandes empresas”.

A Cooperativa de Agrícola Mista do projeto Onça, na comunidade de Rio Negro, em Taperoá, produz e exporta guaraná com certificação orgânica. Segundo Edlan Reis, colaborador e cooperado, “nos últimos dois anos, o guaraná sofreu uma queda na produtividade de maneira geral. Não sabemos o motivo, mas talvez seja o clima que tenha interferido nisso. Esse ano a gente chegou a processar 6 toneladas de pó e comercializamos 3 toneladas de grão e temos em estoque 8 toneladas e meia de grão. Então temos, em média, quase 15 toneladas de grão”.

Reis informa que na cooperativa ainda tem o guaraná armazenado em grão por conta do aumento de preços que aconteceu entre 2022 e 2023, o que levou os compradores a se assustarem com o valor e, assim, retraíram um pouco. “Atualmente, aqui na praça onde vendemos o nosso produto está variando entre R$ 65 a R$ 70, o quilo. E como na cooperativa a gente fecha acordo com os compradores não podemos a todo momento aumentar os preços porque geralmente fechamos o acordo no final do ano”.

Preço e colheita

A pesquisa de preços realizada pela Conab mostrava que, em agosto deste ano, o preço médio pago aos produtores de guaraná tipo 1 na Bahia atingiu R$ 50, por quilo, refletindo um aumento de 25% em comparação com o mês anterior e um impressionante aumento de 40,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o guaraná tipo 2 foi cotado a R$ 45, por quilo, em agosto.

O período de colheita na Bahia ocorre de outubro a abril, com a comercialização acontecendo de novembro a abril. A Conab prevê uma demanda sólida, impulsionados pela entressafra e pelo início gradual da colheita.

“Então, não é de hoje que a produção de guaraná na Bahia sempre foi grande. O estado presta assistência técnica, além do investimento que é feito nas indústrias que levaram a produção de guaraná a se fortalecer na região do baixo sul. Apesar da cultura ter tido uma queda no ano de 2021 e 2022, esse ano ela vai voltar com tudo e vai se recuperar”, destaca Assis

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