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CPI da Covid: filhos de Bolsonaro comandaram rede de fake news na pandemia, aponta relatório final

CPI da Covid: filhos de Bolsonaro comandaram rede de fake news na pandemia, aponta relatório final

20/10/2021 às 09h54 Atualizada em 20/10/2021 às 12h54
Por: Redação
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Carlos, Eduardo e Flávio ganham destaque no parecer de Renan Calheiros sobre disseminação de notícias falsas

Relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL) incluiu em seu parecer, no capítulo reservado às fake news, que três filhos de Jair Bolsonaro integram, juntamente com o presidente, o "núcleo de comando" de disseminação de informações falsas na pandemia: o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Antecipada com exclusividade pelo GLOBO na sexta-feira, a informação consta na versão final do relatório que será lida hoje na CPI.

O texto cita Bolsonaro como "cabeça da organização". Carlos, por sua vez, acumularia também participação em outro núcleo, de "formulação". A acusação é feita com base na suposta influência do vereador sobre o chamado "gabinete do ódio", grupo de assessores e pessoas próximas do presidente que teria a incumbência de disseminar fake news e atacar adversários políticos do Planalto.

De acordo com o organograma desenhado pela equipe de Renan, Carlos teria ligação direta com Filipe Martins, assessor especial lotado na Presidência da República e que seria o número dois na estrutura do gabinete do ódio.

Já Eduardo atuaria, segundo Renan, como "articulador de financiamentos para sites que desinformaram na pandemia". A justificativa tem como base mensagens interceptadas no WhatsApp nas quais o deputado aparece intermediando conversa do blogueiro Allan dos Santos, do programa Terça Livre, com o empresário Luciano Hang, dono da Havan. Os diálogos teriam objetivo de ajudar Allan dos Santos a obter patrocínio para seu canal no Youtube.

Flávio também é citado com destaque no parecer de Renan. O relatório aponta que inquérito da Polícia Federal em poder da CPI "mostra que perfis falsos utilizados para disseminar desinformação e ameaças eram operados por assessores de Flávio Bolsonaro". O parecer cita estudo da empresa Atlantic Council que revelou que pelo menos seis perfis derrubados pelo Facebook tinham como responsável o assessor Fernando Nascimento Pessoa, lotado no gabinete de Flávio. A investigação sobre a suposta relação de Flávio com os perfis inautênticos usados para distribuir fake news ainda está em andamento no STF.

O parecer de Renan também sustenta que tanto Carlos quanto Eduardo e Flávio utilizaram suas redes sociais para divulgar notícias falsas sobre Covid-19 durante a pandemia

Fonte: O Globo

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