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Brasil volta a registrar inflação de dois dígitos

Brasil volta a registrar inflação de dois dígitos

08/10/2021 às 15h39 Atualizada em 08/10/2021 às 18h39
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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IPCA é maior para mês de setembro desde 1994 e chega a 10,25% no acumulado de 12 meses, ficando em dois dígitos pela primeira vez em cinco anos. Alta é puxada pela pandemia, habitação e energia, além da crise política.

O Brasil voltou a registrar inflação na casa dos dois dígitos, com o maior índice para o mês de setembro observado desde os primórdios do Plano Real, em 1994.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (08/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado em 12 meses, a inflação chegou a 10,25%, ficando acima de dois dígitos, algo que não ocorria há mais de cinco anos. Este também é o maior índice anual registrado desde fevereiro de 2016, quando chegou a 10,36%. O IPCA acumula alta de 6,9% no ano.

Mesmo com a alta, os números ainda ficaram aquém das estimativas. Projeções feitas por diversas instituições financeira apontavam avanço de 1,25%. O IPCA aumentou ainda a distância frente ao teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 5,25% em 2021. O centro é de 3,75%.

Habitação e energia puxam alta

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados acusaram alta em setembro. O maior impacto veio da habitação (0,41 ponto percentual), assim como a maior variação (2,56%), que acelerou 0,68% em relação a agosto. O motivo foi o aumento de 6,47% na conta de energia elétrica, que em 12 meses acumula alta de 28,82%.

Os demais grupos que tiveram fortes impactos foram os transportes (1,82%) e alimentação e bebidas (1,02%), com impactos de 0,38% e de 0,21%, respectivamente.

Vários fatores contribuíram para a alta da inflação. Entre os principais estão a pandemia de covid-19, a crise política gerada pelo governo Bolsonaro e a crise hídrica, com o acionamento das usinas termelétricas em razão da falta de chuvas, o que aumenta os custos da geração de energia.

O aumento da taxa básica de juros (Selic), por parte do Comitê de Política Monetária do Banco Central, mantém os preços num patamar elevando, enquanto o país lida com um alto índice de desemprego.

Fonte: DW

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