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Mônica Bergamo - Se não bastasse a pandemia, temos agora a desmoralização do Exército

Mônica Bergamo - Se não bastasse a pandemia, temos agora a desmoralização do Exército

04/06/2021 às 13h58 Atualizada em 04/06/2021 às 16h58
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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"Vamos ter que enfrentar a perspectiva igualmente sombria de indisciplina no Exército", alerta a jornalista

"Como se não bastasse a tensão de uma epidemia letal, que segue matando pai, mãe, filho, avô, amigo, que chega cada vez mais perto, temos que enfrentar a perspectiva igualmente sombria de indisciplina no Exército, de desmoralização do Exército, como alertam muitos militares", postou a jornalista Mônica Bergamo, em suas redes sociais.

O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, considerou que a presença do ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, em ato político no Rio de Janeiro no fim de maio não configurou prática de transgressão disciplinar e decidiu arquivar o procedimento administrativo contra o colega, informou nota do Exército nesta quinta-feira.

Pazuello participou, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de evento com apoiadores e chegou a fazer discurso ao microfone. Regulamento disciplinar do Exército considera transgressão a manifestação de militares da ativa a respeito de assuntos de natureza político-partidária.

"Acerca da participação do general de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general", diz a nota.

"Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado", acrescenta a nota.

Na terça-feira, Bolsonaro nomeou Pazuello secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, meses após substituí-lo como ministro da Saúde durante uma onda mortal da Covid-19 no Brasil.

O ato que suscitou o procedimento disciplinar no Exército ocorreu no fim de maio, pouco depois de depoimento do ex-ministro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura a gestão federal no combate à pandemia, em especial no Amazonas, Estado mais atingido pela doença, além de possíveis irregularidades em repasses de recursos da União a entes federativos. Tanto Pazuello quanto Bolsonaro não utilizavam máscaras de proteção e havia concentração de apoiadores.

Fonte: Brasil247

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