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Bolsas sobem com negociação China-EUA

Bolsas sobem com negociação China-EUA

09/05/2020 às 11h06 Atualizada em 09/05/2020 às 14h06
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Investidores também estarão de olho na taxa de desemprego dos Estados Unidos e no avanço da pandemia e da tensão política no Brasil.

Em meio à pandemia do coronavírus, as atenções dos investidores devem estar mais uma vez concentradas nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos. No início de maio, um aumento na tensão entre os dois países, puxada por declarações do presidente americano, Donald Trump, puxou as bolsas para baixo. Desta vez, o otimismo tem dado o tom.

Os índices de ações fecharam em alta na Ásia e abriram para cima na Europa após um avanço nas conversas entre representantes de China e EUA sobre uma “fase 1” de um acordo comercial. O secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin liderou as conversas com o vice-premiê chinês Liu He na noite de ontem. É esperar, agora, que Trump não jogue mais uma vez água gelada nas negociações, como tem feito reiteradamente ao afirmar, por exemplo, que um laboratório chinês foi o responsável por criar o coronavírus.

Nesta sexta-feira os Estados Unidos divulgam o dado do desemprego de abril, e o índice deve apontar uma taxa acima de 16%, ante 3,5% vistos antes da pandemia. O número de americanos que pediram seguro desemprego chegou a 33 milhões segundo número divulgado ontem. O de desempregados, agora, deve bater os 20 milhões

No Brasil, a bolsa e câmbio seguem influenciados também pelo cenário interno, que alia uma elevação dos casos de coronavírus com tensão entre os poderes. Ontem, o Ibovespa fechou em queda de 1,2%, nos 78 mil pontos, e o dólar avançou 2,4% para bater novo recorde nominal, cotado a 5,84 reais.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, foram ao Supremo Tribunal Federal defender a reabertura das atividades, num gesto que pegou mal com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Hoje, Fortaleza se soma à lista de cidades que vêm adotando lockdown, um isolamento restrito para conter a expansão do número de casos.

“Esperava-se voltar ao normal entre maio e junho. Mas as expectativas serão frustradas”, afirmou Gabriel Ribeiro, analista da Necton Investimentos. Não é o caso, infelizmente.

 

Fonte: Revista Exame

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