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Indústria brasileira perde posição em ranking mundial de produção e exportação

Indústria brasileira perde posição em ranking mundial de produção e exportação

17/10/2022 às 08h23 Atualizada em 17/10/2022 às 11h23
Por: Redação
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Worker cutting metal with plasma equipment on plant.
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A participação da indústria brasileira na produção mundial caiu de 1,31% para 1,28%. País agora ocupa a 15ª posição. A contribuição nas exportações aumentou, mas não o suficiente para impedir queda para o 31º lugar

O Brasil caiu para a 15ª posição no ranking mundial de produção industrial, ultrapassado pela Turquia. A participação da indústria brasileira recuou de 1,31%, em 2020, para 1,28%, em 2021, segundo a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).

O resultado é o pior desde o início da série histórica, que começou em 1990, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CNI diz que a participação do Brasil na produção mundial da indústria está em queda desde 1996. Até 2014, no entanto, o país se mantinha entre os 10 maiores produtores industriais do mundo.

O Brasil começou a perder posições no ranking após a recessão entre 2014 e 2016, a maior da série histórica, de acordo com o IBGE, e a desvalorização do real. Foi ultrapassado por México e Indonésia. Em 2018, Taiwan e Rússia passaram à frente do Brasil e, no ano passado, a Turquia.

Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, analisa que a tendência de queda de participação da indústria brasileira na produção mundial se deve a questões estruturais. “As empresas industriais brasileiras têm muito desafio para concorrer em pé de igualdade com empresas industriais de outros países, e as principais causas residem em desafios muito ligados ao Custo Brasil, a um sistema tributário complexo, também na infraestrutura, na questão de produtividade, nas dificuldades para aumentar investimento e para inovar ainda mais”, avalia.

Não bastassem essas dificuldades, Constanza aponta que fatores conjunturais também têm afetado o crescimento da indústria brasileira. “Notadamente os efeitos da pandemia e do pós-pandemia, questões ligadas à logística e de comércio exterior, como desafios para o suprimento de insumos, as cadeias, o aumento no custo do transporte internacional, dos fretes, têm trazido desafios ainda maiores se acrescentados àqueles estruturais que a indústria brasileira já enfrenta”, afirma.

A China manteve a primeira posição no ranking de produção mundial. O país asiático ampliou a participação de 30,08% para 30,45%. O mesmo ocorreu com os Estados Unidos, cuja participação cresceu de 16,59% para 16,76%. Quando o assunto é valor adicionado da indústria de transformação, Japão e Alemanha foram os países que mais perderam participação entre 2020 e 2021, mas mantiveram a terceira e quarta posições no ranking.

Exportações

Embora a parcela do Brasil nas exportações mundiais de bens da indústria de transformação tenha subido de 0,77%, em 2020, para 0,81%, em 2021, o país perdeu uma posição no ranking e caiu do 30º para o 31º lugar, ultrapassado pela Indonésia.

Segundo Constanza, apesar do aumento, a participação do Brasil nas exportações está abaixo do que era antes da pandemia da Covid-19. “Um crescimento tímido que não consegue recuperar o patamar pré-pandemia e que não é suficiente para garantir a mesma posição no ranking das exportações industriais do Brasil”, ressalta.

As exportações mundiais caíram 5,3% em 2020 e, segundo estimativa da CNI, devem subir para 20,4% em 2021. Em 2020, a queda das exportações brasileiras atingiu mais que o dobro do recuo visto no mundo. Para o ano passado, a CNI estima crescimento de 26,3%, acima da média mundial.

Levando em conta o Brasil e seus 11 principais parceiros comerciais, apenas China, Argentina e Países Baixos também devem registrar aumento nas respectivas participações. Para os outros países, estima-se queda.

A China aumentou a participação nas exportações mundiais de 17,1%, em 2020, para 18,43%, em 2021, segundo a CNI. Coreia do Sul, Alemanha e Japão deverão registrar as maiores perdas de participação entre 2020 e 2021. Apesar disso, os dois últimos devem permanecer na segunda e quarta posições de maiores exportadores mundiais. Já os sul-coreanos devem cair da sexta para a oitava colocação.

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Fonte: Brasil 61

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