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Minha Casa, Minha Vida bate recorde de investimentos, cresce no Norte e Nordeste e amplia acesso à classe média

Programa habitacional registra alta de 45% nos financiamentos entre 2023 e 2025, reduz déficit habitacional e recebe orçamento recorde de R$ 200 bilhões

29/04/2026 às 05h47
Por: Redação Fonte: Ag. Gov.br
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MCMV Foto de Ricardo Stuckert
MCMV Foto de Ricardo Stuckert

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) tem se consolidado como uma das principais vitrines do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em um cenário marcado pelo alto endividamento das famílias brasileiras. Entre 2023 e 2025, os contratos de financiamento habitacional cresceram 45% em todo o país, com avanço ainda mais expressivo nas regiões Norte e Nordeste, onde o déficit habitacional historicamente é mais elevado.

Dados da Caixa Econômica Federal apontam que, no Nordeste, o número de contratos subiu 63%, saltando de 91,2 mil para 149,2 mil no período. Já na Região Norte, o crescimento foi de 84%, passando de 11,9 mil para 22 mil financiamentos.

Segundo o governo federal, o desempenho está ligado a mudanças nas regras do programa, ampliação de subsídios e parcerias com estados e municípios. Em 2026, o orçamento do Minha Casa, Minha Vida foi elevado ao patamar recorde de R$ 200 bilhões.

Classe média passa a ser incluída

As novas regras em vigor desde o último dia 22 ampliaram o alcance do programa para famílias de renda maior. Agora, o MCMV contempla imóveis de até R$ 600 mil e famílias com rendimento mensal de até R$ 13 mil, com taxas de juros inferiores às praticadas pelo mercado.

Até abril do ano passado, o limite de renda para participação era de R$ 8 mil mensais. A medida busca atender também à classe média, ampliando o público beneficiado.

Norte e Nordeste receberam condições especiais

Na reformulação do programa em 2023, o governo também criou condições diferenciadas para Norte e Nordeste, regiões que historicamente apresentavam menor execução do MCMV.

A Faixa 1, voltada às famílias de baixa renda e extinta no governo anterior, foi retomada. Além disso, os juros caíram de 4,25% para 4% nessas regiões. O teto do subsídio federal também subiu de R$ 47,5 mil para R$ 55 mil, reduzindo o valor das parcelas. Posteriormente, no Norte, o limite máximo do subsídio foi ampliado para R$ 65 mil.

Déficit habitacional cai no país

Os efeitos da expansão do programa também aparecem nos indicadores sociais. Segundo levantamento da Fundação João Pinheiro, o déficit habitacional da Região Norte caiu de 13,2% para 11,1% em 2024, embora ainda permaneça como o maior do país.

No Nordeste, a taxa recuou de 8,9% para 7,1%, igualando-se ao Sudeste, que também fechou 2024 em 7,1%. Ao nível nacional, o déficit habitacional caiu para 7,4%, menor patamar da história. Ainda assim, o Brasil segue com carência de 5,8 milhões de moradias adequadas.

Emprego e economia regional

Representantes do setor da construção civil avaliam que o avanço do Minha Casa, Minha Vida também tem impulsionado o mercado de trabalho. Em 2025, o setor se aproximou da marca de 3 milhões de empregos formais, com crescimento de grandes empresas especializadas em habitação popular e surgimento de construtoras regionais.

No primeiro trimestre de 2026, o número de contratações do programa cresceu 8,5% no país. No Norte, a alta foi de 44%, enquanto no Nordeste chegou a 27%, mantendo as duas regiões na liderança da expansão.

Meta de 3 milhões de contratos

O governo federal pretende alcançar a marca de 3 milhões de contratos em quatro anos de mandato. Para acelerar esse objetivo, ampliou recentemente de R$ 25 bilhões para R$ 45 bilhões o aporte do Fundo Social destinado ao programa neste ano.

 

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