
O documento foi um dos materiais que subsidiou a decisão de Moraes em autorizar a operação da Polícia Federal contra oito empresários bolsonaristas, que supostamente fizeram ataques ao STF e sobre um eventual golpe em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. O caso surgiu após reportagem do site Metrópoles.
O material elaborado por Vieira conecta a operação e o financiamento do “gabinete do ódio”, grupo que, sob as ordens do Palácio do Planalto, espalharia fake news e afirmações agressivas contra adversários do atual governo.
De acordo com o juiz, a reportagem do Metrópoles sobre as conversas dos empresários bolsonaristas no Whatsapp no grupo “Empresários & Política” têm "estrita correlação com o rumo de investigações pregressas, todas elas voltadas ao possível financiamento de notícias fraudulentas, discursos de ódio e ataques orquestrados".
De acordo com o magistrado, os empresários, a pretexto de apoiar a reeleição do atual presidente, teriam aderido voluntariamente aos núcleos de financiamento já identificados no âmbito do inquérito das "milícias digitais". O objetivo seria o mesmo: "atacar integrantes das instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral brasileiro, reforçar o discurso de polarização e gerar animosidade dentro da própria sociedade brasileira".
Fonte: A Tarde
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