
Cerca de um quinto da população dizia não gostar de jeito nenhum do candidato vitorioso na eleição de 2018, Jair Bolsonaro (PL), logo após o pleito. Passados quase quatro anos, essa mesma avalia;áo sobre o presidente da República, hoje postulante à reeleição, praticamente dobrou, e 40% dos brasileiros declaram objeção à sua figura.
Os dados foram organizados pelo Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp a pedido do Pulso e foram extraídos do Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb), realizado pelo próprio Cesop, e da pesquisa “A cara da democracia”, feita em junho pelo Instituto da Democracia (IDDC-INCT).
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Infográfico sobre avaliações de Lula, Dilma e Bolsonaro — Foto: Editoria de arte
De acordo com o levantamento, a imagem de Bolsonaro se desgastou durante o mandato no Executivo e o presidente viu cair pela metade sua base de apoiadores. O percentual dos que declaravam “gostar muito” de Bolsonaro passou de 26% no pós-eleição de 2018 para 13% no último mês de junho.
O “fã-clube bolsonarista” em 2022 chega a ser menor do que a base de admiradores ferrenhos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018. Mesmo com Lula preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, eram 25% os eleitores que diziam gostar muito dele.
Até hoje, o menor percentual petista foi de Dilma Rousseff, que logo após ser eleita para o seu segundo mandato, em 2014, era muito querida por 18% da população.
O Cesop também calculou uma média das notas dadas pelos brasileiros a Bolsonaro, Lula e Dilma. Em uma escala de zero a dez — sendo zero “não gosto de jeito nenhum” e dez “gosto muito” —, Bolsonaro tem média quatro, menor pontuação a um presidente em pelo menos 20 anos. Nas escolas brasileiras, Bolsonaro teria repetido de ano.
Lula também não vai bem. Se em 2002 o petista teve média 7 entre os brasileiros, neste ano ele consegue 5, mesmo desempenho da última eleição, quando teve sua candidatura negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa.
De volta à disputa eleitoral, e agora com suas condenações anuladas, o ex-presidente conseguiu reduzir o percentual de pessoas que não gostavam de jeito nenhum de sua figura. Em 2018, auge da Lava-Jato, 35% renegavam Lula. Em junho deste ano, o percentual baixou para 28%. O número de antipetistas ainda é considerado alto, visto que variava de 10% a 14% até 2014.
Fonte: O Globo
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