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"Bolsonaro faz discurso de derrotado", afirma historiador Miguel Stédile

"Bolsonaro faz discurso de derrotado", afirma historiador Miguel Stédile

27/07/2022 às 08h15 Atualizada em 27/07/2022 às 11h15
Por: Redação
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Brazil’s President Jair Bolsonaro attends the Liberal Party (PL) national convention where he was officially appointed as candidate for re-election, at the Maracanazinho gymnasium in Rio de Janeiro, Brazil, on July 24, 2022. (Photo by Mauro Pimentel / AFP
Brazil’s President Jair Bolsonaro attends the Liberal Party (PL) national convention where he was officially appointed as candidate for re-election, at the Maracanazinho gymnasium in Rio de Janeiro, Brazil, on July 24, 2022. (Photo by Mauro Pimentel / AFP

Na Entrevista Central, Stédile também analisa a contribuição dos movimentos populares durante o processo eleitoral

O historiador Miguel Stédile interpretou as falas do presidente Jair Bolsonaro(PL), durante a convenção do Partido Liberal, como um "discurso de derrotado". O evento confirmou, neste domingo(24), o nome de Bolsonaro para disputa presidencial deste ano, em que ele tentará a reeleição, e do General Braga Netto como o nome para a vice-presidência.

Bolsonaro disparou novos ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal(STF) e convocou os apoiadores para irem às ruas "pela última vez" no dia 7 de setembro.

"É o discurso de alguém que já justifica o motivo da sua derrota. O que Bolsonaro está fazendo é antecipar o terceiro turno e criar um ambiente de caos que só favorece a ele", pontuou o analista.

A análise de Stédile foi feita na Entrevista Central, do programa Central do Brasil desta terça-feira(26). Além de comentar os pontos cruciais do discurso de Bolsonaro, o historiador analisou como a imprensa e a sociedade têm reagido às ameaças do presidente, além da postura de banqueiros, empresários e outros setores da elite ao processo eleitoral.

Sobre a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira(PP-AL), na Convenção do PL que oficializou o nome de Bolsonaro,  Stédile entende que é um gesto de quem vislumbra no palanque bolsonaristas um projeto de poder.

"Arthur Lira está tentando se posicionar. Ele já sabe que não tem espaço num próximo governo Lula. A chance de sobrevivência política do Lira depende de ele se agarrar com o Bolsonaro".

Povo nas ruas 

No final da semana passada, os movimentos populares anunciaram a retomada das mobilizações de rua da Campanha Fora Bolsonaro. O calendário prevê, até o momento, dois atos: um em Agosto, no dia 06, e outro em Setembro, no dia 10. Stédile avalia que esta ação terá uma efeito positivo para o campo da esquerda durante o processo eleitoral:

"É com a mobilização de rua que será possível reunir forças suficientes para eleger o Lula, garantir a posse e levar o futuro governo para um programa de esquerda", concluiu.

Fonte: Brasil de Fato

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