Em 2020, R$ 124 bilhões de recursos da poupança financiaram imóveis novos e usados, alta de 57% em relação ao ano anterior.
Depois de bater recorde no ano passado, o financiamento imobiliário deve continuar crescendo em 2021 mesmo sem forte recuperação da economia e com uma possível alta nos juros.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projeta alta de 27% na concessão de crédito para a casa própria este ano.
Guia da casa própria: Veja qual linha de financiamento é o melhor 'match' para o seu caso
Apesar da crise gerada pela pandemia, a quarentena aumentou o interesse das famílias por imóveis mais confortáveis. Dar esse passo ficou mais fácil com os juros em queda livre e o surgimento de novos tipos de financiamento, que ampliaram o acesso ao crédito.
Em 2020, foram R$ 124 bilhões de recursos da poupança financiando imóveis novos e usados, alta de 57% em relação ao ano anterior.
Mesmo que se confirme a expectativa dos economistas de que o Banco Central volte a subir a Selic este ano, a depender da inflação e da recuperação da economia, ela acredita que os financiamentos continuarão atraentes, impulsionando o mercado imobiliário.
— A taxa de juros, sem dúvida, está na melhor condição que já tivemos. Uma queda de 11% para 7%, em média, significa uma prestação de R$ 500 a R$ 400 mais barata. O custo se aproximou do aluguel — diz Portela.
A mudança de comportamento das famílias, que passaram a ficar mais tempo em casa, move a busca por imóveis mais amplos, com sonhos de consumo como home office e áreas de lazer para crianças.
A diversificação criou linhas de crédito com custo financeiro mais baixo, ampliando o acesso de quem conseguiu manter emprego, renda e capacidade de poupança na pandemia.
Fonte: O Globo
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