
A imagem brasileira nos mercados consumidores está sendo abalada pela repercussão do desmatamento no país, principalmente na Amazônia.
Diversas lideranças exigem que ações sejam efetivadas para a aplicação da lei. O código florestal, por exemplo, além da captura de criminosos no contrabando, garimpos ilegais, uso ilegal da água, grilagem de terras. Ou seja onde a lei e a ordem não viscejam, sem duvida fica o campo livre para o mal imperar.
O ex-ministro Roberto Rodrigues, já em julho deste ano nos alertava para a importância do combate a ilegalidade, pois o meio ambiente tem na juventude do mundo todo, uma enorme aderência. E essa ilegalidade é a força nefasta condutora dos atos criminosos no agro brasileiro.
Podemos observar nas próprias eleições municipais como o voto jovem impacta assuntos como clima, sustentabilidade e aspectos sociais. E arrisco dizer que aquele que conquistar o voto jovem irá ter muito sucesso nas eleições de 2024. O Brasil será do jovem.
Dessa forma a imagem do agro brasileiro precisa cada vez mais estar associada a fundamentos ambientais, onde temos de fato ótimos exemplos a revelar, como na agricultura de baixo carbono, a integração lavoura pecuária e floresta e até no lançamento da carne e da soja, carbono neutros.
A Bahia possui três biomas. Uma riqueza de diversidade, onde em cada um deles temos a chance de crescer a economia, e a dignidade capilar de renda para toda a população. Nos biomas da caatinga, o semi árido, e na mata Atlântica concentramos a imensa maioria da sociedade humana da Bahia . E pra cada um deles, a lei é crucial para que possam prevalecer os arranjos de cadeias de valor, e as plataformas sistêmicas desde a originação no campo até o seu consumo final.
Neste ano crescemos as exportações para países em desenvolvimento numa faixa de 10%. E os países ricos caíram 5%.
Os jovens da China, India, África, Ásia, Oriente Médio, os maiores clientes do Brssil. São da mesma forma ligados e conectados nas mesmas demandas dos europeus, americanos ou australianos .
Agora cresce a voz de líderes exigindo ação contra o ilegal e solução burocrática veloz para resolver as irregularidades, como por exemplo, de produtores com suas terras, mas sem títulos legais da mesma. É hora da lei. O agro legal.
Fonte: Jornal A Tarde
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