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Os males do mundo: a fome, a desigualdade, as guerras e as doenças

Os males do mundo: a fome, a desigualdade, as guerras e as doenças

03/12/2020 às 09h23 Atualizada em 03/12/2020 às 12h23
Por: Redação
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Foto: Divulgação
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A fome, a desigualdade, as guerras e as doenças seriam suficientes para amaldiçoar a curiosidade de Pandora, ao abrir a caixa onde estavam guardados os males do mundo, agora acrescidos da pandemia de Covid. O resultado da armadilha projeta 235 milhões de pessoas em busca de assistência humanitária no ano novo, muito feliz para pouquíssimos, velle non discitur – o querer não se aprende – e na imaginação de pessoas teimosamente crédulas.

A perspectiva divulgada pelas Nações Unidas, em relatório a ser lançado em Genebra, Suíça, aponta aumento de 40% dos vulneráveis em relação a 2020, a maioria moradoras de países do último mundo. Como agravante, é zero a expectativa da compaixão ou caridade de quem detém recursos, como os países centrais, enriquecidos pela exploração de colônias desde a era das invasões por caravelas.

Conseguir 29 bilhões de euros para ajudar famélicos seria superar o pessimismo, pedra fundamental de uma espécie cujo aspecto de seu principium individuationis – princípio de individuação – é a maldade por excelência. Por outro viés, constatando a gênesis de duas humanidades, uma com acesso a delícias, outra, condenada a morrer rápido, é possível pensar a congênita distinção como causa para o efeito de a pobreza extrema crescer pela primeira vez em 22 anos.

O contingente de 736 milhões de pessoas, mais ou menos três brasis e meio de gente, sofrerá a dor e o sofrimento de sobreviver com uma média de 1,60 euro por dia, suficiente para meia refeição.

São 56 países afetados por crises, dos quais 34 onde a população emagrecerá forçosamente, enfrentará conflitos bélicos, sentirá o frio do relento em noites insones, além de sofrer mais com mudanças climáticas e dificuldades criadas pela pandemia.

Acenam os idealistas com US$ 35 bilhões para países como Moçambique e República Centro-Americana, na África; Colômbia e Venezuela, na América; Afeganistão, Iêmen e Síria, no Oriente Médio: ajuda desesperada para adiar a inevitável multiplicação de caveiras.

 

Fonte: Jornal A Tarde

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