A força-tarefa da Operação Greenfield aponta 13 pessoas que devem responder civilmente pela suposta gestão temerária do Petros, da Funcef e da Previ A força-tarefa da Operação Greenfield apresentou três ações de improbidade administrativa para reparar danos causados aos fundos de pensão da Petrobras (Petros), Caixa Econômica (Funcef) e Banco do Brasil (Previ) entre 2011 e 2016. Ao todo, os procuradores apontam 13 pessoas que devem responder civilmente pela suposta gestão temerária dos fundos.
Se houver condenação, o Ministério Público Federal pede que sejam pagos cerca de R$ 800 milhões como devolução do prejuízo, reparação dos danos morais coletivos e sociais difusos gerados.
As investigações revelaram que, neste período, os fundos de pensão decidiram adquirir participação acionária em companhias brasileiras ligadas à indústria de petróleo e gás. Foi quando ocorreu a adesão ao FIP Brasil Petróleo 1. Os investimentos realizados totalizaram R$ 275 milhões pelos três fundos e depois foram direcionados para três companhias: Brasil Petróleo Participações (em que houve perda de 100% do valor aplicado), Deepflex e Poseidon.
Para os procuradores, ao aprovarem a aquisição das cotas, os gestores dos fundos de pensão agiram de forma irresponsável, não respeitaram princípios de segurança e rentabilidade, nem normas internas dos próprios fundos.
A falta de uma análise séria dos riscos envolvidos nas aplicações teria exposto os participantes a prejuízos desnecessários e evitáveis.
