
A Corte de Apelações de Londres anulou nesta segunda-feira (5) a decisão anunciada no dia 2 de julho que concedia ao líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro e autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, o controle sobre o ouro do país que está depositado no Reino Unido.
Em novo parecer, o tribunal decidiu a favor do recurso de apelação que reclama as reservas guardadas pelo Banco da Inglaterra (BoE) e tinha sido apresentado pela direção do Banco Central da Venezuela (BCV), presidido por Calixto Ortega, nomeado por Maduro para o cargo.
Os juízes Kim Lewison, Stephen Males e Stephen Phillips remeteram o caso à divisão de Comércio e Propriedade do Tribunal Superior para "investigar" quem o governo britânico realmente reconhece como presidente da Venezuela, Maduro ou Guaidó.
A posição do Reino Unido está no centro deste litígio, pois determina quem é a autoridade competente para ter acesso às 31 toneladas de ouro depositadas - e avaliadas em US$ 1,3 bilhão.
Com isso, a justiça britânica concordou com a posição da diretoria indicada por Maduro, já que, apesar de ter reconhecido Guaidó oficialmente em fevereiro de 2019, o Reino Unido se relaciona, "de fato", com o governo do presidente eleito, com o qual mantém laços diplomáticos.
Após a decisão anunciada nesta segunda-feira (5), o Superior Tribunal de Justiça deve agora investigar a real posição do Reino Unido, antes de o processo avançar para, eventualmente, conceder a uma das partes o acesso ao ouro, solicitado pelo governo de Maduro com a alegação de que pretende usar o recurso na luta contra a pandemia de covid-19.
Fonte: R7 Notícias
Mín. 20° Máx. 30°