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Bares e cafés parisienses fecham por 15 dias a partir de hoje.

Bares e cafés parisienses fecham por 15 dias a partir de hoje.

06/10/2020 às 09h23 Atualizada em 06/10/2020 às 12h23
Por: Redação
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Os bares e cafés de Paris e de 123 municípios da região metropolitana fecharão as portas a partir de terça-feira 6 para conter a propagação preocupante da epidemia de coronavírus.
Os bares e cafés de Paris e de 123 municípios da região metropolitana fecharão as portas a partir de terça-feira 6 para conter a propagação preocupante da epidemia de coronavírus.

Medidas abrangem outras dez grandes cidades, que foram declaradas como áreas de ‘alerta máximo’ para Covid-19.

Os bares e cafés de Paris e de 123 municípios da região metropolitana fecharão as portas a partir de terça-feira 6 para conter a propagação preocupante da epidemia de coronavírus. Os restaurantes permanecerão abertos, mas com número reduzido de clientes – mesas de no máximo seis pessoas – e um rígido protocolo sanitário. As medidas de restrição abrangem outras dez grandes cidades francesas, que foram declaradas como áreas de “alerta máximo” para a Covid-19.

As medidas de restrição, anunciadas nesta segunda-feira 5, entram em vigor amanhã por 15 dias. Além do fechamento completo de bares e cafés, feiras de negócios e congressos que estavam previstos serão adiados e os que estavam em andamento serão encerrados, explicou o chefe da polícia de Paris, Didier Lallement. Os shoppings centers só poderão acolher a metade dos clientes. A venda avulsa de bebidas alcoólicas ficará proibida no período.

Nos restaurantes, além da obrigatoriedade do uso de máscaras e distribuição de álcool gel, a distância mínima entre as mesas deverá ser de um metro, respeitando a capacidade máxima de um cliente por quatro metros quadrados e seis pessoas por mesa. Os donos de restaurantes também deverão anotar os dados dos clientes para contatos telefônicos futuros, em caso de contaminação pelo coronavírus.

O presidente do Sindicato Nacional de Profissionais Independentes da Hotelaria e Restaurantes, Marcel Bénézet, que reúne cafés, bares e “brasseries”, reagiu com “uma grande tristeza” ao anúncio das autoridades. “Vai ser um desastre econômico”, disse Bénézet à radio France Info. “Receio que, econômica e psicologicamente, o dano seja muito maior do que o coronavírus”, acrescentou. Ele afirmou que conhece “muitos líderes empresariais que têm tomado antidepressivos e analgésicos” diante das incertezas de perenidade dos seus negócios.

Cerca de dez grandes cidades francesas, como Lille, Lyon, Grenoble, Toulouse e Saint-Etienne, onde a situação sanitária continua preocupante, deverão respeitar as mesmas recomendações. Já em Marselha (sul), os restaurantes, que estavam fechados há uma semana, podem reabrir a partir desta segunda-feira 5, depois de a cidade registrar uma queda nas contaminações.

Universidades com capacidade reduzida - Com a passagem para uma “área de alerta máximo”, as universidades, que têm se revelado grandes focos de transmissão da Covid-19, deverão limitar a 50% o número de alunos nas salas de aula e anfiteatros.

As piscinas, academias de ginástica e ginásios esportivos cobertos serão fechados por duas semanas. Estádios e campos de treinamento abertos poderão funcionar sob certas condições. “Todo equipamento de exterior pode permanecer aberto desde que reúna menos de 1.000 pessoas ou 50% da sua capacidade máxima, se for inferior a este número limitado de pessoas”, acrescentou o chefe da polícia.

O governo lembrou também a necessidade de se privilegiar “mais do que nunca” o home office na região parisiense. Nas casas de repouso, as visitas voltam a ser agendadas.

Reduzir a pressão nas UTIs - O primeiro-ministro francês, Jean Castex, reconheceu que a França atravessa uma segunda onda da epidemia de coronavírus e considerou a situação na região parisiense “particularmente grave”.

O diretor da Agência Regional da Saúde da região metropolitana de Paris, Aurélien Rousseau, revelou que nos próximos 15 dias a ocupação dos leitos de UTI por pacientes da Covid-19 vai alcançar 50% das vagas. “Temos respiradores, medicamentos, equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde, mas a tensão nos recursos humanos é extremamente forte”, advertiu Rousseau.

Atualmente, 36% dos leitos de terapia intensiva nos hospitais da região estão ocupados com pacientes da Covid-19, acima do patamar crítico fixado em 30% pelo Ministério da Saúde para evitar que pacientes com outras doenças graves deixem de ser atendidos.

 

Fonte: Carta Capital

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