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Ministra da Agricultura reclama da "guerra política" mas não explica fim do estoque regulador do arroz

Ministra da Agricultura reclama da "guerra política" mas não explica fim do estoque regulador do arroz

15/09/2020 às 21h14 Atualizada em 16/09/2020 às 00h14
Por: Redação
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Ministra da Agricultura, Tereza Cristina
Ministra da Agricultura, Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse enxergar uma "guerra política" sobre o aumento nos preços do arroz, que penaliza os mais pobres. "Temos um problema pontual que vai se ajustar, não precisamos de gente tocando fogo para ganhar politicamente", afirmou. O custo do alimento variou mais de 107% nos últimos 12 meses no Brasil, segundo pesquisas da USP.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta segunda-feira (14) que estão querendo transformar a alta no preço do arroz em uma "guerra política". A titular da pasta chamou de "problema pontual" a inflação do alimento, que acumula uma alta de 19,25% em 2020 de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo, informou que o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses no Brasil, com o valor da saca de 50 kg próximo de R$ 100.

"O que temos que deixar claro aos consumidores é que já vinha subindo o preço há anos, consumidor tem todo direito de reclamar, especialmente o mais pobre, arroz e feijão são a marca da nossa nutrição, mas temos um problema pontual que vai se ajustar, não precisamos de gente tocando fogo para ganhar politicamente", disse ela em entrevista à rádio Jovem Pan. "Se continuasse como estava, teria escassez pro próximo ano, 2021 a expectativa é que teremos uma safra maior e com mais arroz para brasileiros e para exportações", acrescentou.

De acordo com o ex-ministro Aloizio Mercadante, o governo Jair Bolsonaro "jogou nos braços do mercado a regulamentação do preço da cesta básica". "O povo ficou entre o pescoço e a guilhotina. As pessoas são obrigadas a comer e não tem oferta, volume, estoque ou importação desses alimentos", afirmou.

A ministra da Agricultura disse que o "governo não fará intervenção" para regular os preços do arroz. "A que poderia ser feita é de comércio, abrimos 400 mil toneladas de importação à tarifa zero e traz tranquilidade de que não haverá falta do produto", complementou.

 

Fonte: Brasil 247

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