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Moradores compram 3 mil picolés para ajudar dono de sorveteria

Moradores compram 3 mil picolés para ajudar dono de sorveteria

13/08/2020 às 20h23 Atualizada em 13/08/2020 às 23h23
Por: Redação
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Luís é proprietário da gelateria e fabrica todos seus produtos em Votuporanga — Foto: Reprodução/Facebook
Luís é proprietário da gelateria e fabrica todos seus produtos em Votuporanga — Foto: Reprodução/Facebook

Luís Augusto Demori, de Votuporanga (SP), é pai de três filhos pequenos e, por conta da pandemia, entrou em crise e não conseguiu pagar a conta de luz. Após apelo nas redes sociais, clientes fizeram fila e compraram todo o estoque.

A voz embargada ao telefone resume um pouco do drama que o mestre sorveteiro Luís Augusto Demori, de 42 anos, está vivendo durante a pandemia de Covid-19. Proprietário de uma gelateria, ele viu as vendas caírem drasticamente e, consequentemente, não conseguiu quitar as contas.

Nesta terça-feira (11), a energia elétrica de seu estabelecimento, que fica na avenida João Gonçalves Leite, em Votuporanga (SP), foi cortada.

A voz embargada ao telefone resume um pouco do drama que o mestre sorveteiro Luís Augusto Demori, de 42 anos, está vivendo durante a pandemia de Covid-19. Proprietário de uma gelateria, ele viu as vendas caírem drasticamente e, consequentemente, não conseguiu quitar as contas.

Nesta terça-feira (11), a energia elétrica de seu estabelecimento, que fica na avenida João Gonçalves Leite, em Votuporanga (SP), foi cortada.

Em entrevista ao G1, ele contou que, em menos de três horas, vendeu todos os picolés e sorvetes que tinha fabricado e que iriam derreter, pois os freezers usados para guardar os produtos foram desligados.

“Eu vendi tudo e não acreditei. Ainda existem pessoas de bom coração. Além dos clientes, o pessoal me ajudou, me deu dinheiro, R$ 100, R$ 200. Ainda existem pessoas boas e dispostas a ajudar, mesmo em uma crise dessa. Eu não tenho palavras para agradecer”, conta.

Luís é pai de três filhos pequenos e, assim como muitos comerciantes, continua batalhando para tentar manter o negócio, que foi aberto em setembro do ano passado, com um dinheiro que a família tinha disponível.

“Tive algumas dificuldades no começo e, quando tudo estava se ajeitando, veio a pandemia. Fiquei três semanas fechado. Chegou na Semana Santa, veio o desespero, e comecei a fazer promoções, mas vendia muito pouco. Para você ter ideia, eu cheguei a vender R$ 1, R$ 34 por dia”, diz.

Ao G1, o morador de Votuporanga também relatou que vendeu mais de 3 mil picolés nesta terça. Contudo, a quantia recebida, infelizmente, ainda não será suficiente para quitar as dívidas que possui.

“A conta de energia está em mais de R$ 17 mil. Fiz um parcelamento, mas o valor ainda é muito alto. Para ajudar, me deram uma ordem de despejo, e eu pago o aluguel desse prédio também. Eu estou em um desespero muito grande”, conta.

Fonte: G1 São Paulo

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