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Desmatamento na Amazônia - O Brasil vive a maior devastação da história durante o atual governo

Desmatamento na Amazônia - O Brasil vive a maior devastação da história durante o atual governo

15/06/2020 às 15h05 Atualizada em 15/06/2020 às 18h05
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Desmatamento na Amazônia cresce 34 por cento, na comparação com o período de janeiro a maio do ano passado, com mais de dois mil quilômetros quadrados desmatados, informa o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

O Brasil vive a maior devastação da história durante o atual governo. Em uma rede social,  o presidente Jair Bolsonaro publicou, na semana passada, por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, que “somos o país que mais preserva o meio ambiente do mundo”, em mais uma demonstração da política de desinformação que marca sua gestão. A verdade é que o desmatamento na Amazônia Legal bate recorde atrás de recorde desde que assumiu, em janeiro de 2019.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), houve alertas de desmatamento para 2.032 quilômetros quadrados (km²) de janeiro a maio, a maior área para o período desde 2015, quando teve início a série histórica do sistema Deter-B. Entre 1º de janeiro e 31 de maio, houve alertas de desmatamento para 2.032 km² no bioma. A área devastada é 34% maior que a do mesmo período no ano passado (1.512 km²) e 49% acima da média dos quatro anos anteriores (2016 a 2019), que foi de 1.363 km².

O cenário de aumento da devastação, porém, é ainda pior quando considerado o período que se estende de agosto a maio e que corresponde aos primeiros 10 meses do calendário de monitoramento do desmatamento do sistema Projeto de Estimativa do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) do Inpe.

Entre agosto de 2019 e maio de 2020, o desmatamento foi de 6.499 km², um aumento de 78% em comparação ao período anterior (agosto de 2018 a maio de 2019), quando foram desmatados 3.653 km².

Os quase 6,5 mil km² desmatados nesses últimos 10 meses contrastam com a média de 3,6 mil km² registrada no mesmo período desde o início da série histórica. Além disso, o período não inclui junho e julho, quando o desmatamento é historicamente mais alto.

A área sob alertas de desmatamento em maio de 2020 foi de 829 km², a maior dos últimos cinco anos e 12% acima da registrada em maio de 2019. No mês anterior, 407 km² haviam sido devastados, o que significa que a área desmatada dobrou entre abril e maio deste ano.

Chama a atenção a devastação registrada em maio no Pará, de 344 km² dos 829 km2, no Amazonas (182 km²) e no Mato Grosso (177 km²). As Unidades de Conservação (UC) com maior desmatamento no período de janeiro a maio foram a Floresta Nacional do Jamanxim (21 km²), a Área de Proteção Ambiental do Tapajós (9 km²) e a Floresta Nacional de Altamira (8 km²) — todas elas no Pará.

Catástrofe - O crescimento do desmatamento na Amazônia já havia sido expressivo na última temporada. Os dados consolidados do Prodes/Inpe indicam que a área devastada em 2019 foi de 10,1 mil km². O valor corresponde ao desmatamento realizado entre agosto de 2018 e julho de 2019 — um aumento de 34% em comparação ao período anterior (7.536 km²).

A situação torna-se ainda mais preocupante quando se leva em conta a evolução da pandemia de covid-19 no Brasil, particularmente na Amazônia. De acordo com nota técnica  publicada no dia 8 de junho pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a vegetação derrubada e não queimada desde o ano passado — em uma área que pode superar 4,5 mil km² — deverá produzir queimadas intensas a partir deste mês.

Segundo o Ipam, isso aumentaria os riscos de um aumento expressivo das internações por problemas respiratórios, pressionando ainda mais o sistema de saúde da região, que já está fortemente impactado pela covid-19.

“Os dados de maio preocupam e indicam uma tendência crescente de desmatamento no período, com níveis ainda maiores do que 2019 — um ano já excepcionalmente alto. Estamos diante de um cenário de total catástrofe para a Amazônia, com a expectativa de mais áreas abertas, invasões e queimadas somadas ao triste cenário do alastramento da pandemia pelo bioma”, alerta Mariana Ferreira, gerente de Ciências do WWF-Brasil.

Sem resposta - Mais uma vez procurado, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) preferiu não responder ao Blog, como vem ocorrendo sistematicamente, a despeito de a pasta ser um órgão público que deve satisfações à sociedade sobre sua atuação para a preservação do meio ambiente. Talvez não tenha a dizer.

Como há, em curso, uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia, promovida pelo Ministério da Defesa, a pasta também foi procurada. O Blog aguarda a resposta, que será publicada assim que for recebida. Ao contrário do MMA, a Defesa costuma responder as demandas da imprensa.

 

Fonte: Jornal Correio Braziliense

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