
O que é o pior? Uma cena já familiar na tevê: hospitais e cemitérios abarrotados. Oxalá cá não precise ser assim. O que Rui e Neto querem, e o desafio deles é esse, é evitar essas cenas que dão a sensação de fundo do poço. É uma prova de fogo. Mas os dois dizem que até lockdown, o trancamento total, é possível.
Mau exemplo — Já é batido e reprisado que o corona veio da alta classe média, de avião, da Ásia ou da Europa para cá, sabe-se lá. E o grande medo aqui é que invada as áreas populares, densamente povoadas por pessoas que usam sempre o mesmo transporte.
Se chegar lá, lockdown. E Rui Costa tem uma responsabilidade maior, até porque tem alguns prefeitos, como Rubem Bruno, de Umburanas (50 mil habitantes), que causou espanto nas redes da Chapada Diamantina por aparecer numa foto de segunda-feira ao lado de 25 outras pessoas sem máscara, politicando. Detalhe: domingo foi confirmado o primeiro caso de Covid lá.
Pela Bahia afora, não só em Ilhéus, mas também lá, o isolamento é fraquinho.
Além do corona, governo briga também contra fakes - Várias fake news no rastro da pandemia têm tirado o sossego de Rui Costa. Numa delas, circulou nas redes a gravação de uma videoconferência dele com a prefeita do município de Porto Seguro, Cláudia Oliveira (PSD). A legenda diz que ele pediu para ela ‘arrumar com urgência 200 casos de Covid-19’, doença causada pelo novo coronavírus.
A videoconferência é verdadeira, a legenda falsa. Foi aí que ele decidiu mandar para a Alba o projeto que encara as fakes.
– Esse é um enfrentamento à calúnia, mentira, falsidade e oportunismo.
O projeto de Rui prevê a responsabilização criminal de quem reverbera as fakes também.
Se funcionar, prestará um grande serviço.
Fonte: Jornal A tarde
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