
Na ponga da pandemia do corona e da vertiginosa queda no preço do barril do petróleo, a Petrobras paralisou a produção de petróleo nos campos de Candeias, Rio Pojuca (Pojuca), Água Grande, em Catu, e Dom João, em São Francisco do Conde.
Deu prazo de um mês, um mês e meio para avaliar uma expectativa de retomada. Até lá, o pessoal concursado relocou-se para algumas refinarias, como a RLAM. O terceirizado, mais de mil pessoas, está no gatilho para a demissão.
O cenário aí, segundo Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), pode significar o fim da exploração do petróleo nos chamados campos maduros, o que já era uma intenção ganhou um álibi.
Produção — Segundo Radiovaldo, a conclusão é lógica:
– Esses quatro campos desativados respondem por 35% da produção baiana. Com eles fora, a produção cai de 32 mil barris por dia para 18 mil ou 20 mil no máximo. Vão dizer que não justifica manter a estrutura que tem para isso.
Nos 11 municípios baianos que exploram petróleo trabalham cinco mil pessoas, 900 concursados da Petrobras, os demais terceirizados. Segundo Radiovaldo, o prejuízo é geral:
– Só Alagoinhas vai perder aí de ISS e royalties algo em torno de R$ 11 milhões.
E o barco navega por aí. Semana passada a Petrobras comunicou por e-mail às empresas Braserv, de Alagoinhas, e Ferbra, de Catu, para parar de operar as sondas. Só aí, 350 desempregados.
Fonte: Jornal A Tarde
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