
A técnica de enfermagem Anita de Souza Viana, de 63 anos, que trabalhava na linha de frente do combate ao coronavírus, morreu no fim da tarde da quinta-feira (16). Ela trabalhava nos hospitais Ronaldo Gazolla, unidade de referência da Prefeitura do Rio no combate à doença, na Zona Norte.
O estado do Rio chegou nesta sexta-feira (17) a 317 mortes confirmadas por coronavírus. Na quinta-feira (16), eram 301 segundo boletim oficial da Secretaria Estadual de Saúde. O RJ tem quase 4 mil casos registrados.
Mesmo trabalhando em uma unidade voltada para o tratamento do coronavírus, ela teve dificuldades para fazer o exame e conseguir uma vaga. A profissional começou a passar mal quando estava trabalhando no Ronaldo Gazolla. Familiares afirmaram que ela foi mandada para casa com um atestado de sete dias e não passou por um dos testes rápidos oferecidos na unidade.
Ela só conseguiu fazer o teste na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bangu, na Zona Oeste da cidade, que deu positivo. Os sintomas eram tão graves que ela foi entubada.
Ela foi transferida para o Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda. Ela não conseguiu vaga na unidade onde trabalhava. Familiares contaram que tiveram dificuldades para obter informações sobre o estado de saúde de Anita.
O hospital afirmou que emite quatro boletins por semana aos parentes. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro afirmou que está trabalhando para ampliar o sistema de testes dos profissionais de saúde. E que no Hospital Ronaldo Gazolla, cerca de 300 trabalhadores foram testados.
Sobre a falta de vagas, a secretaria afirmou que a transferência para os leitos obedece critérios clínicos definidos pela central unificada de regulação.
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Fonte: G1 - Rio de Janeiro
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