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Notas comprovam que Backer comprou monoetilenoglicol

Notas comprovam que Backer comprou monoetilenoglicol

23/01/2020 às 20h35 Atualizada em 23/01/2020 às 23h35
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Documentos dão força à versão da empresa de sua produção que não usa o dietilenoglicol, apontado como possível causa de intoxicação de pacientes que tomaram cerveja do rótulo Belorizontina.

Desde que a Polícia Civil encontrou dietilenoglicol – a substância que, quando ingerida, é compatível com os sintomas apresentados pelos pacientes internados – em garrafas da Belorizontina, a Backer tem sustentado que não usa a substância em seu processo de produção.

Notas fiscais obtidas pela Polícia Civil na sede da empresa, no Bairro Olhos D'Água, na Região Oeste de Belo Horizonte, confirmam essa versão: segundo a corporação, os documentos atestam que a empresa compra monoetilenoglicol, composto orgânico que teria toxicidade menor que a do dietilenoglicol, presente na corrente sanguínea de três doentes.

Outra novidade apontada pela polícia ontem foi a quantidade de cerveja apreendida na sede da Backer na quarta-feira, quando agentes promoveram operação nas dependências da companhia de bebidas artesanais. Segundo a Civil, 600 litros de diferentes rótulos foram recolhidos. As autoridades não descartam até mesmo que outras marcas da Backer estejam contaminadas. Contudo, até a publicação desta edição, não há evidências nesse sentido.

“É importante informar que essas 33 mil garrafas de cerveja foram para várias regiões e somente ali no Bairro Buritis estão acontecendo esses casos. É importante a gente entender isso. A gente quer respostas também, quer analisar e quer que o cliente Backer tenha respostas”, afirmou na sexta-feira a diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos, uma das proprietárias da cervejaria.

Ainda ontem, a empresa informou que a indústria iniciou uma vistoria interna, conforme antecipado na entrevista coletiva de sexta. O processo é conduzido por parceiros da Backer. A cervejaria vai também enviar amostras da cerveja Belorizontina para análise laboratorial e disse que “atua para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível”. Além disso, o restaurante administrado pelo grupo no Olhos D'Água funcionou normalmente.

EX-FUNCIONÁRIO - A Polícia Civil informou, no início da noite de ontem, que trabalha com a possibilidade de um ex-funcionário da Backer, que já tem desavenças com a empresa, ter sabotado as linhas de produção L1 e L2 do lote 1348 da cerveja Belorizontina. Há um boletim de ocorrência, registrado pela Backer em dezembro contra essa pessoa. A instituição confirmou a informação com o delegado Flávio Grossi, que conduz as investigações. Contudo, também ressaltou que, até o momento, não há evidências de que esse ex-empregado tenha cometido algum crime com relação ao caso do dietilenoglicol.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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