
Desde que a Polícia Civil encontrou dietilenoglicol – a substância que, quando ingerida, é compatível com os sintomas apresentados pelos pacientes internados – em garrafas da Belorizontina, a Backer tem sustentado que não usa a substância em seu processo de produção.
Notas fiscais obtidas pela Polícia Civil na sede da empresa, no Bairro Olhos D'Água, na Região Oeste de Belo Horizonte, confirmam essa versão: segundo a corporação, os documentos atestam que a empresa compra monoetilenoglicol, composto orgânico que teria toxicidade menor que a do dietilenoglicol, presente na corrente sanguínea de três doentes.
Outra novidade apontada pela polícia ontem foi a quantidade de cerveja apreendida na sede da Backer na quarta-feira, quando agentes promoveram operação nas dependências da companhia de bebidas artesanais. Segundo a Civil, 600 litros de diferentes rótulos foram recolhidos. As autoridades não descartam até mesmo que outras marcas da Backer estejam contaminadas. Contudo, até a publicação desta edição, não há evidências nesse sentido.
“É importante informar que essas 33 mil garrafas de cerveja foram para várias regiões e somente ali no Bairro Buritis estão acontecendo esses casos. É importante a gente entender isso. A gente quer respostas também, quer analisar e quer que o cliente Backer tenha respostas”, afirmou na sexta-feira a diretora de marketing da Backer, Paula Lebbos, uma das proprietárias da cervejaria.
Ainda ontem, a empresa informou que a indústria iniciou uma vistoria interna, conforme antecipado na entrevista coletiva de sexta. O processo é conduzido por parceiros da Backer. A cervejaria vai também enviar amostras da cerveja Belorizontina para análise laboratorial e disse que “atua para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível”. Além disso, o restaurante administrado pelo grupo no Olhos D'Água funcionou normalmente.
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