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PF deflagra 9ª fase da Operação Compliance Zero

As diligências ocorrem em endereços relacionados aos investigados nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal

18/06/2026 às 10h35 Atualizada em 18/06/2026 às 10h59
Por: Redação
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Foto Vaner Casaes (ALBA)
Foto Vaner Casaes (ALBA)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, para apurar a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional.

Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados da Bahia, de São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte. As diligências ocorrem em endereços relacionados aos investigados nos três estados.

Entre os alvos da operação estão empresas e residências de Augusto Lima, na Bahia. Ele é apontado como ex-sócio de Daniel Vorcaro. 

Augusto Lima

Augusto Lima passou a ter maior projeção após comprar a rede de supermercados Cesta do Povo durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), na Bahia. Com a operação, ele também adquiriu o Credcesta, cartão de benefícios voltado inicialmente a servidores públicos municipais e estaduais.

O Credcesta começou na Bahia e, posteriormente, teve sua atuação ampliada para todo o país em parceria com o Banco Master. De acordo com requerimento da CPMI do INSS que pediu a quebra de sigilo bancário de Lima, a expansão transformou o cartão em um produto de crédito consignado negociado em carteiras com fundos de investimento e outras instituições financeiras.

Ainda conforme o documento citado na apuração, parte relevante dos créditos oferecidos a aposentados e pensionistas não teria sido informada às autoridades ou não contaria com estrutura e recursos suficientes para operar dentro das regras exigidas.

Relação com Banco Master e Daniel Vorcaro

Lima também teve papel relevante no Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro. Além de ex-sócio de Vorcaro, ele ocupou o cargo de CEO do banco e, em 2025. 

BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, esposa do enteado de Jaques Wagner

Eduardo Sodré e Bonnie Bonilha - Redes Sociais

A BN Financeira --empresa de Bonnie Bonilha e do advogado Moisés Dantas, ela esposa de Eduardo Sodré, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), -- recebeu R$ 12 milhões do banco Master, por meio de contrato mantido durante 03 anos, entre 2022 e 2025, conforme a quebra de sigilo fiscal da instituição financeira.

O sócio da empresa confirmou ao Metrópoles a relação com o Banco Master, estabelecida em 2022. O serviço prestado consiste na indicação e prospecção, em caráter de exclusividade, de convênios de crédito consignado. O advogado afirmou que todos os valores recebidos foram formalizados via nota fiscal e os balanços financeiros estão à disposição das autoridades. A investigação da empresa busca, também, descobrir se o senador teve alguma envolvimento com o Banco Master.

Eduardo Sodré também foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero na Bahia, assim como seu pai, Guilherme Sodré.

Foto de Alessandro Dantas (Agencia PT Notícias)

 

Jaques Wagner

Jaques Wagner, líder do governo Lula (PT) no Senado, aparece entre os alvos da operação autorizada pelo STF.  A apuração envolve os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de Wagner no esquema investigado.

Outro motivo pelo qual o nome de Wagner aparece no caso é a relação próxima de Augusto Lima com o senador ao longo dos anos.  Diante da repercussão do caso, Wagner já se pronunciou publicamente. O senador confirmou conhecer Augusto Lima e admitiu ter relação de amizade e proximidade com o empresário. Segundo ele, essa relação nasceu quando Lima apresentou projetos voltados para a Bahia, especialmente ligados à CredCesta e a iniciativas de crédito para servidores públicos.

Wagner também afirmou que nunca foi sócio de Augusto Lima, que não possui participação em empresas ligadas ao empresário e que jamais teve qualquer envolvimento na administração do Banco Master. Em entrevistas, o senador declarou estar “tranquilo” em relação às investigações e sustentou que sua ligação com Lima sempre foi institucional e política, decorrente das atividades empresariais desenvolvidas pelo baiano no estado.

A Revista Forum construiu uma linha do tempo sobre a relação de Wagner com Augusto Lima que pode ser vista na íntegra no endereço abaixo:

https://revistaforum.com.br/politica/jaques-wagner-e-augusto-lima-socio-de-vorcaro-sao-alvos-de-nova-operacao-da-pf-sobre-caso-master/

Desta linha do tempo, compartilho o resumo:

O que Wagner afirma:

  • ·          Conheceu Augusto Lima em 2017 na privatização da cesta do povo
  • ·         Tornaram-se amigos após a negociação
  • ·         A privatização foi regular e aprovada pelos órgãos de controle
  • ·         Nunca foi sócio de Augusto Lima
  • ·         Não tem participação no Banco Master, nem em operações investigadas
  • ·         Está tranquilo e calmo em relação às investigações

Nosso portal continuará acompanhando as notícias e atualizando os leitores.

 

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