
Um relatório internacional produzido pelo Climate Accountability Institute mostra as 20 empresas que mais emitem gases do efeito estufa em todo o mundo. De acordo com os dados, as 20 companhias, todas petrolíferas, foram responsáveis por 35% das emissões de dióxido de carbono no planeta de 1965 a 2017.
A liderança é da saudita Saudi Aramco, que, segundo o documento, é responsável, sozinha, por quase 5% das emissões desse período. Em segundo lugar, aparece a americana Chevron. A Petrobras aparece em 20ª colocação no ranking de maiores emissores.
Lista das empresas (em percentual do total global):
1. Saudi Aramco (Arábia Saudita) (4,38%)
2. Chevron (EUA) (3,20%)
3. Gazprom (Rússia) (3,19%)
4. ExxonMobil (EUA) (3,09%)
5. National Iranian Oil Co (Irã) (2,63%)
6. BP (Reino Unido) (2,51%)
7. Royal Dutch Shell (Países Baixos e Reino Unido) (2,36%)
8. Coal India (Índia) (1,71%)
9. Pemex (México) (1,67%)
10. Petróleos de Venezuela-PDVSA (Venezuela) (1,16%)
11. PetroChina (estatal, China) (1,15%)
12. Peabody Energy (privada, EUA) (1,14%)
13. ConocoPhillips (privada, EUA) (1,12%)
14. Abu Dhabi National Oil Co (Emirados Árabes Unidos) (1,01%)
15. Kuwait Petroleum Corp (Kuwait) (1,00%)
16. Iraq National Oil Co (Iraque) (0,93%)
17. Total SA (França) (0,91%)
18. Sonatrach (Argélia) (0,91%)
19. BHP Billiton (Austrália e Reino Unido) (0,72%)
20. Petrobras (Brasil) (0,64%)
Por meio de nota, a Petrobras informou que tem buscado aplicar tecnologias para reduzir a intensidade de carbono emitida, como a reinjeção do gás nos poços de petróleo no subsolo (em vez de seu lançamento na atmosfera). De acordo com a empresa, de 2009 a 2018, foi evitada a emissão de mais de 120 milhões de toneladas de dióxido de carbono e a estimativa é, até 2025, reinjetar 40 milhões de toneladas no subsolo.
“Atualmente, a Petrobras apresenta, dentre as grandes produtoras de óleo e gás natural, o segundo melhor desempenho em emissões relativas (CO2/barril) nas atividades de exploração e produção. A Petrobras assumiu o compromisso de crescimento zero das emissões operacionais no horizonte até 2025 (ano base 2015), mesmo com o aumento da produção, firmando metas de redução de intensidade de emissões de 32% na exploração e produção de petróleo e 16% no refino”, encerra a nota.
Fonte: Reviste Exame
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