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Mauro Cid presta depoimento ao STF após operação e pedido de suspensão de delação

Na terça-feira, Cid negou envolvimento no planejamento da tentativa de assassinato das autoridades

21/11/2024 às 08h18
Por: Redação Fonte: Exame
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O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro, prestará depoimento ao STF nesta quinta-feira, 21 (Geraldo Magela/Agência Senado/Flickr)
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro, prestará depoimento ao STF nesta quinta-feira, 21 (Geraldo Magela/Agência Senado/Flickr)

O ex-ajudante de ordem de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 21, no âmbito da operação Contragolpe. A investigação visa uma suposta organização criminosa suspeita de orquestrar um golpe de Estado e os assassinatos do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de seu vice Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

A convocação acontece a menos de dois dias do ex-ajudante de ordens prestar depoimento à PF. Na terça-feira, Cid negou envolvimento no planejamento da tentativa de assassinato das autoridades.

 Ao jornal O Globo, a defesa de Mauro Cid disse que ele está tranquilo e que a “expectativa é boa para esclarecer bem o que a polícia pretende”. 

Conforme mostrou a EXAME, os investigadores consideraram que o militar foi omisso e contraditório. As investigações indicam que Cid tinha conhecimento do plano e participou da articulação.

A nova fase da investigação acontece após a corporação recuperar dados apagados de aparelhos eletrônicos de Mauro Cid. Conforme reportagem divulgada pelo blog de Daniela Lima, do G1, as informações questionam a veracidade de sua colaboração premiada e levantam suspeitas de omissões relevantes.

Durante o depoimento de três horas, o tenente-coronel disse que ter deletado arquivos de seu celular, mas alegou que não imaginou “que isso se tratava de alguma ilegalidade”.

No acordo de delação, Cid se comprometeu a revelar todos os fatos e detalhes envolvendo a trama golpista.

Segundo relatório da PF, as mensagens apagadas tratam de um dos pontos mais importantes acerca da trama golpista, que foi o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes.

Por essa razão, a PF defende que os benefícios concedidos ao tenente-coronel pelo acordo de delação devem ser anulados.

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