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Mais informações sobre desabamento no Rio de Janeiro

Mais informações sobre desabamento no Rio de Janeiro

18/04/2019 às 15h20 Atualizada em 18/04/2019 às 18h20
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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MP pediu à prefeitura que quatro prédios perto da Muzema fossem demolidos, mas nada foi feito.

A 500 metros, nova tragédia anunciada.

A cerca de 500 metros do condomínio Figueiras do Itanhangá , onde dois prédios desabaram na última sexta-feira, matando pelo menos 16 pessoas na Favela da Muzema, outros quatro edifícios, com cerca de 150 apartamentos, e um pequeno shopping estão na mira do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público. O órgão recomendou à prefeitura do Rio, em dezembro do ano passado, que os imóveis, construídos irregularmente, perto de uma encosta, fossem desocupados até o fim deste mês e demolidos até junho. Nada foi feito até agora.

Bombeiros encontram mais três corpos e número de mortos chega a 19 na Muzema - As buscas por sobreviventes após o desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, Zona Oeste do Rio, entraram no sexto dia. De acordo os bombeiros, pelo menos quatro pessoas ainda estão desaparecidas.

Presidente da Associação de Moradores da Muzema, onde dois prédios desabaram na última sexta-feira no Rio, Marcelo Diniz Anastácio da Silva foi ouvido ontem na 16a DP (Barra da Tijuca), onde chegou por volta de meio-dia. Segundo as investigações, o local funcionava como imobiliária clandestina. A polícia quer saber quem construiu os prédios e para quem os moradores pagaram pelos apartamentos nos edifícios erguidos irregularmente na região, controlada por milicianos.

Diniz, que é ex-sargento da Brigada de Infantaria do Exército, já havia sido intimado na terça-feira, mas a advogada dele apresentou atestado médico. O depoimento que ele prestou ontem à delegada Adriana Belém durou quase seis horas. “Estou disposto a ajudar no que for possível. Estou muito sentido por tudo”, declarou ele, ao sair da delegacia. Ele, porém, não disse por que não foi mais visto na comunidade desde o dia do desabamento. Já a advogada dele, Vanessa Lopes, disse “que as autoridades estão esclarecendo o caso”.

Por volta das 15h, um funcionário da associação de moradores foi à 16a DP levando uma pasta com documentos. Ele deixou o material e foi embora.

Na tarde de ontem, investigadores voltaram à comunidade da Muzema para tentar falar com sobreviventes e moradores vizinhos aos prédios que desabaram. Mas eles se recusam a prestar depoimento, por medo de milicianos, segundo os agentes.

 

Fonte: O Gloro - Rio

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