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SAAE 53 anos: O difícil e belo trajeto do operador de máquinas

SAAE 53 anos: O difícil e belo trajeto do operador de máquinas

01/08/2018 às 09h16 Atualizada em 01/08/2018 às 12h16
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Habilidosas, assim podem ser definidas as mãos de Marcelo Miranda Souza. Como

professor de informática, ele as utilizava para digitar no teclado e clicar no mouse.

Ainda criança, porém, sabia o que queria fazer quando crescesse: trabalhar sentado em

outro tipo de cadeira, um pouco mais alto do nível do solo e mexendo com outro tipo de

máquina, conduzindo o volante e as alavancas de máquinas de operação. Seu pai, hoje

aposentado, era ele próprio um operador. O amor pela profissão uma herança de pai.

“Operador de máquinas e equipamentos do SAAE”, Marcelo pronuncia seu cargo com

orgulho, sorriso de orelha a orelha, olhos brilhando. Mas, assim como a locomoção da

retroescavadeira pelas ruas da cidade às vezes apresenta dificuldades, o percurso de

Marcelo até chegar à autarquia não foi fácil. Ao acessar o edital, pensou: “É agora”.

Decidido a passar no concurso, buscou se capacitar para a profissão dos seus sonhos.

Servidor mais recente, aprovado no concurso de 2012, Marcelo assumiu o cargo em

abril deste ano. “Vou contar uma coisa”, diz num tom confidente e tímido. “Ao longo

de seis anos, todos os dias eu olhava o site para verificar se havia sido chamado”.

Quando passava pela frente da sede, no Largo da Independência, perguntava-se,

ansioso, como seria estar do outro lado dos portões. Não ter sido chamado de imediato

acabou sendo motivo de gratidão, porque assim Marcelo teve tempo para adquirir

experiência. Aconteceu como tinha que acontecer, “pois cheguei com uma bagagem boa

de conhecimento”.

Ainda se emociona ao lembrar da primeira vez que vestiu a farda do SAAE. Não

esquece qual e onde foi seu primeiro serviço: ligação de rede na Praça Kennedy. Havia

esperado por tanto tempo. E ali estava ele fazendo o que amava.

Logo acolhido pelos colegas, desde o início sentiu-se parte da família SAAE. A espera

valeu a pena. Tem valido a pena diariamente. A criança que via o pai operar máquinas,

o rapaz que passava os finais de semana e feriados aprendendo o funcionamento dos

mecanismos, hoje é um homem que, com muita luta, alcançou seu objetivo. Não que vá

se acomodar. Pretende crescer no e com o SAAE; já percebeu que “aqui há

reconhecimento pelo trabalho”.

A logomarca e o nome do SAAE, estampados no bolso esquerdo da camisa, Marcelo

toca como o torcedor apaixonado toca o escudo do time do coração. Em vez de estar entre quatro paredes, numa sala de aula, em frente ao computador, passa suas horas

dentro da cabine da retroescavadeira, ao ar livre, e embora ali dentro não haja tanto

espaço, não o trocaria por nada nesse mundo. Ao passar em frente à sede, já não precisa mais confabular: “Como será?”. Já sabe como é: “Muito melhor do que eu sonhei”.

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