
Há apenas dois dias, Pedro Parente acalmou o mercado ao afirmar que a política de preços da Petrobras e sua permanência na direção da companhia estariam mantidas.
Depois que Michel Temer anunciou a redução do preço do diesel em 46 centavos por 60 dias, dentre outras concessões, para acabar com a greve dos caminhoneiros, instaurou-se o receio de que o governo voltaria a interferir nos preços praticados pela estatal.
Por isso, Parente usou uma teleconferência com investidores para assegurá-los que a Petrobras mantinha suas metas e métricas e que continuava tendo controle sobre sua política de preços.
No entanto, a situação tomou uma reviravolta na manhã de ontem, quando o executivo anunciou sua renúncia do comando da Petrobras. De acordo com analistas ouvidos pelo site EXAME, sua saída levantou dúvidas sobre a continuidade das políticas que ele havia implantado na Petrobras, o risco da companhia e até o governo Temer.
“A notícia da saída do Parente pegou o mercado de surpresa, pois a sua gestão estava indo bem. Ele melhorou os índices de governança e os resultados operacionais e financeiros”, afirmou Vinicius Freitas, economista da Ativa Investimentos.
Pouco depois das 17h de sexta-feira, 1o de junho, a companhia definiu que o ex-diretor financeiro, Ivan Monteiro, será o novo presidente interino da estatal. Monteiro era braço direito de Parente e, segundo o jornal O Globo, só aceitou assumir o posto quando o presidente Michel Temer lhe garantiu que não haverá interferência política.
Ele terá grandes desafios pela frente, como manter as melhorias operacionais implementadas nos últimos dois anos.
fonte: Exame
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