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Governo afirma que não revisará salário mínimo de 2018

Governo afirma que não revisará salário mínimo de 2018

23/01/2018 às 11h02 Atualizada em 23/01/2018 às 14h02
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Brasília – O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta terça-feira, 23, que o governo não vai revisar o salário mínimo deste ano em função do reajuste programado ter ficado aquém da inflação de 2017.

Segundo o ministro, a lei de reajuste do salário mínimo prevê que pequenas variações possam ocorrer, sendo compensadas no ano seguinte.

“O valor do salário mínimo não é uma decisão do governo federal, que apenas aplica a lei que está em vigor. O reajuste é aplicado no dia primeiro de janeiro, mas a inflação oficial do ano anterior só é divulgada alguns dias depois. Então, o reajuste sempre é feito em cima de projeções”, explicou o ministro, depois de entrevista concedida à rede estatal de TV NBR.

Dyogo lembrou que o reajuste em 2017, por exemplo, ficou um pouco acima da inflação de 2016 e agora ficou um pouco abaixo. “Isso vem sendo feito todos os anos. A própria lei prevê que se pode compensar essas pequenas diferenças.”

O salário mínimo deste ano é de R$ 954, um pouco acima do valor de 2017, que era de R$ 937. A elevação no mínimo em 2018 fixada pelo governo foi de 1,81%, a menor desde a criação do Plano Real e abaixo do resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que subiu 2,07% no ano passado.

Neste mês, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), ligado à Força Sindical, ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o reajuste. Nos cálculos da entidade, o salário mínimo deveria ser fixado em R$ 958 este ano.

A ação pede revisão imediata do valor, sob pena de causar prejuízo de R$ 52 ao ano a cada trabalhador. O salário mínimo também é o valor de cerca de dois terços das aposentadorias no País.

Previdência

O ministro do Planejamento disse também nesta terça que o governo não trabalha com a hipótese de não aprovação da reforma da Previdência.

“A quantidade de recursos do governo é limitada. Quanto mais se gasta com a Previdência, menos se pode investir em outras áreas, como Saúde e Educação, e menor será o repasse a Estados e municípios para investimentos”, afirmou, à TV NBR.

Após a entrevista, ao ser questionado sobre o peso dos militares no rombo da Previdência e o fato da categoria não estar na reforma, Oliveira respondeu que o governo irá negociar mudanças na aposentadoria das forças armadas, após a votação da proposta que está no Congresso. “Os militares têm uma situação diferenciada, porque eles sempre têm que estar à disposição do País”, afirmou.

fonte: exame

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