As contas de luz ficarão mais caras em maio, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aplicará a bandeira tarifária vermelha no primeiro patamar. Isso significa uma cobrança adicional de R$ 4,169 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.
É importante, portanto, ter atenção no uso de eletrodomésticos e na escolha de produtos mais eficientes.
Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram aumento de 2,9% no consumo residencial no período de 12 meses findo em janeiro por conta do home office.
No cenário de inflação em alta e queda na renda, o desafio é como economizar energia tendo a família mais tempo em casa.
Segundo Clauber Leite, coordenador do Programa de Energia do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com mudanças de hábitos é possível reduzir o consumo de 15% a 30%. Ligada 24 horas por dia, sete dias por semana, a geladeira, diz, é a principal vilã da conta, respondendo por cerca de 30% do gasto.
— O abre e fecha desnecessário da geladeira, esporte mais praticado durante a pandemia, é um dos hábitos que faz essa conta aumentar. Cada vez que a porta se abre, o motor é acionado para baixar a temperatura. É preciso pensar no que se quer e, quando abrir, pegar tudo de uma vez.
Rodolfo Gomes, diretor executivo da International Energy Initiative (IEI Brasil), levanta outro ponto: a importância da escolha de equipamentos eficientes. A troca de uma geladeira antiga, com mais de dez anos de uso, por exemplo, pode representar uma redução média de consumo de 45%. Um ar-condicionado com a tecnologia inverter pode consumir até 60% a menos do que um tradicional.
Cálculos do IEI Brasil indicam que a diferença no preço de um equipamento mais eficiente para outro se paga entre cinco e oito meses.
Fonte O Globo
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