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Em discurso recheado de mentiras, distorções e leviandades, Bolsonaro fala na ONU

Em discurso recheado de mentiras, distorções e leviandades, Bolsonaro fala na ONU

23/09/2020 às 09h31 Atualizada em 23/09/2020 às 12h31
Por: Redação
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O Jair Bolsonaro (sem partido) culpou indígenas, caboclos, imprensa e ONGs pelas queimadas na Amazônia e Pantanal e pelas consequências da pandemia de coronavírus durante seu discurso na Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (22). Em vídeo gravado em português, Bolsonaro disse ter sido vítima de uma campanha de "desinformação", capitaneada pela imprensa brasileira, que “politizou o vírus” e "disseminou pânico" entre a população sob o lema “fique em casa”. "Esqueceu" de mencionar que, até esta terça, mais de 137 mil brasileiros tinham morrido em decorrência da covid-19.

Embora tenha minimizado a gravidade da pandemia, o presidente afirmou aos presentes que alertou a população sobre o vírus "desde o começo".

Ele se apropriou do auxílio emergencial, sugestão do Congresso Nacional, e distorceu o valor pago (cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300). "[Nosso governo] concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente 1000 dólares para 65 milhões de pessoas", exagerou. Somadas, as nove parcelas do benefício totalizam R$ 4.200 ou US$ 771,49 na última cotação da moeda americana.

Ao relatar à ONU que "assistiu a mais de 200 mil famílias indígenas", Bolsonaro omitiu seu veto a auxílio emergencial específico e a água para essa parcela da população.

Bolsonaro disse ainda que o Brasil é "referência em preservação ambiental" e que as florestas brasileiras não pegam fogo porque “são úmidas”. Ele culpou populações tradicionais por incêndios. O fogo no Pantanal, no entanto, teve origem em fazendas de pecuaristas, conforme análise dos focos de calor na região.

“Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas”, distorceu.

Fonte: Brasil de Fato e G1

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