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PF investiga se recursos ligados a Vorcaro financiaram permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Apuração busca esclarecer se valores solicitados por Flávio Bolsonaro para filme sobre Jair Bolsonaro foram destinados à produção ou usados para outras finalidades no exterior

14/05/2026 às 17h53
Por: Redação
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A Polícia Federal apura se recursos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teriam sido usados para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação busca esclarecer se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para financiar um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro foi, de fato, destinado à produção cinematográfica ou se a justificativa teria servido para viabilizar a remessa dos valores.

Na última quarta-feira, o site Intercept Brasil divulgou conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro nas quais o senador pede ao empresário o pagamento de “parcelas” para financiar um filme biográfico sobre o pai, com lançamento previsto para o período próximo às eleições de outubro.

A produção, que retrataria a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, teria recebido R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro. Flávio confirmou as tratativas, mas negou qualquer irregularidade ou contrapartida.

“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público”, afirmou o senador.

A versão, no entanto, passou a ser questionada após manifestações públicas do deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme, e da produtora Goup Entertainment. Ambos divulgaram notas afirmando que a produção não recebeu nenhum valor de Vorcaro.

Segundo a reportagem do Intercept, há um comprovante de pagamento de US$ 2 milhões entre uma empresa apontada como intermediária de pagamentos ao Banco Master e o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. A transferência teria ocorrido em fevereiro de 2025.

Documentos dos Estados Unidos indicariam que o fundo tem como “agente legal” o escritório de um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. Procurado, o deputado não comentou o caso.

Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos no início do ano passado. Ele é réu em processo no Supremo Tribunal Federal acusado de buscar sanções econômicas contra o Brasil e ministros da Corte como forma de criar obstáculos ao julgamento de Jair Bolsonaro no caso da trama golpista.

Nesta quinta-feira, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), um dos vice-líderes do governo na Câmara, encaminhou representação à Polícia Federal pedindo a apuração sobre eventual uso dos valores para custear lobby, advocacia, comunicação política, campanhas digitais, sanções, tarifas, pressões contra autoridades brasileiras ou apoio a investigados e aliados no exterior.

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