
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, publicaram em suas redes sociais um vídeo que nega que a Amazônia esteja queimando. Porém, as imagens compartilhadas trazem um mico-leão-dourado, animal encontrado apenas na Mata Atlântica.
O vídeo em questão, cujo título é “A Amazônia não está queimando”, conta com uma narração em inglês e legendas em português, e foi produzido pela Associação de Criadores do Pará (AcriPará), que reúne pecuaristas do estado. Em 1 minuto e 30 segundos, o narrador, que aparenta ser uma criança, nega que as queimadas estejam acontecendo: ‘Você está sentindo cheiro de fumaça? Claro que não! Pois a Amazônia não está queimando novamente’, diz o trecho inicial da produção, que termina com: “De qual lado você está? De quem preserva de verdade ou de quem manipula seus sentimentos?”.
O vice-presidente da República citou a frase final do vídeo e completou em seu twitter: “O Brasil é o país que mais preserva suas florestas nativas no mundo. Essa é a verdade. Nós cuidamos!”.
Nesta quinta-feira (10/9), ao ser questionado por jornalistas, Mourão argumentou que o vídeo foi uma resposta aos grupos ativistas que consideram o governo omisso sobre as questões ambientais: “Eles fazem a propaganda deles e a gente faz a contra propaganda. Faz parte do negócio”, pontuou. Sobre a presença do mico-leão-dourado nas imagens, a explicação foi de que se tratava de uma “integração Amazônia-Mata Atlântica".
Por outro lado, em entrevista ao Jornal Hoje, da Rede Globo, o presidente do AcriPará admitiu que o uso do animal no vídeo foi uma "gafe".
Na internet, os usuários se dividiram. Enquanto alguns contestaram as postagens de Mourão e Salles, outros saíram em defesa dos políticos e do presidente da República, Jair Bolsonaro. A hashtag #StopFakeNewsAboutAmazon, por exemplo, chegou a ficar em primeiro lugar entre os assuntos mais comentados do Brasil no Twitter. Na tag, alguns internautas afirmaram que as informações divulgadas sobre as queimadas e sobre o governo são, na verdade, falsas
Fonte: Correio Braziliense
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