Sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador Rui Costa o alfinetou e defendeu o papel da imprensa. "Não existe democracia forte sem imprensa livre. Posso discordar da opinião de profissionais que atuam na mídia, como também podem discordar de mim. Faz parte do respeito ao contraditório”, declarou no Twitter.
“Uma pena que nem todos respeitam o trabalho da imprensa”, completou o governador em sua conta no microblog, neste domingo, 23. A declaração de Rui ocorreu após Bolsonaro ameaçar um repórter: “Vontade de encher tua boca na porrada”.
O presidente havia sido questionado sobre sobre os depósitos feitos por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na sequência, Bolsonaro seguiu para o Palácio da Alvorada, enquanto os jornalistas foram proibidos pelos militares de seguir para o espaço reservado à imprensa na entrada da residência oficial do presidente da República.
Em reação às declarações de Bolsonaro, jornalistas, artistas, políticos e personalidades da mídia passaram a repetir a pergunta que gerou revolta no presidente. "Presidente, por que sua esposa, Michelle, recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?" foi repetida mais de 1 milhão de vezes em menos de 24h e chegou a ser o assunto mais discutido no Twitter no Brasil.
Denúncia - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) representação pedindo abertura de inquérito para apurar a ameaça feita pelo presidente. Randolfe diz que a conduta do presidente pode configurar os crimes de ameaça e constrangimento.
No artigo 147 do Código Penal é considerado crime "ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave". A pena é de um a seis meses de detenção ou multa.
Fonte: Jornal A Tarde
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