
Dois dias após a mega explosão em Beirute, o Líbano começa hoje luto oficial de três dias e segue buscando vítimas entre os escombros, o que deve ampliar o número de 137 mortos e mais de 5.000 feridos. Mais de 250.000 pessoas também tiveram que deixar suas casas após uma enorme quantidade de nitrato de amônio explodir na região portuária de Beirute, a capital do país. As perdas materiais estão calculadas em ao menos 15 bilhões de dólares.
Nesta quinta-feira, o presidente francês Emmanuel Macron será o primeiro líder estrangeiro a visitar o país após a tragédia. Trará com ele equipes de resgate e equipamentos para auxiliar o país que antes da explosão já vivia grave crise econômica com cortes de energia por várias horas do dia. A França colonizou o país e foi responsável por demarcar suas fronteiras, em 1920, o que amplia o simbolismo da visita de Macron.
Em outra frente, o Líbano segue investigando a explosão. Oficiais responsáveis pelo porto, e por estocar de forma irregular material explosivo por anos, foram colocados em prisão domiciliar, segundo a agência Reuters. O presidente Michel Aoun afirmou que os responsáveis serão punidos com celeridade. Entre a população a tragédia piorou ainda mais a avaliação dos governantes, responsáveis por um estouro de dívida que quebrou a economia libanesa nos últimos meses.
A possibilidade de atentado segue sendo investigada inclusive pelos Estados Unidos. Segundo a Reuters, moradores dizem ter visto drones sobrevoando o porto antes da explosão. Além de suspeitas, a solidariedade também se espalha pela mundo. O Banco Mundial anunciou que vai trabalhar para a reconstrução de Beirute. Israel, que já viveu duas guerras com o Líbano, homenageou o país ontem. A Jordânia enviou material hospitalar. A torre Eiffel apagou suas luzes para lembrar as vítimas. Em São Paulo, cidade com grande colônia libanesa, a prefeitura iluminou pontos turísticos com as cores do país e decretou luto oficial de três dias.
Fonte: Revista Exame
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