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Pandemia: Bahia puxa mercado de contratações temporárias na Região Nordeste

Pandemia: Bahia puxa mercado de contratações temporárias na Região Nordeste

30/07/2020 às 11h21 Atualizada em 30/07/2020 às 14h21
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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De acordo com uma pesquisa realizada pela Asserttem com as agências associadas, 47,2% delas afirmaram que, em comparação ao início da pandemia, tiveram ou estão tendo aumento da procura por contratos temporários.

Se o número de desempregados do país vem crescendo em virtude da pandemia covid-19 – situação de 12,9% dos brasileiros até o último mês de maio, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, uma forma de voltar ao mercado de trabalho, ainda que por tempo determinado, tem sido através do trabalho temporário. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) com as agências associadas, 47,2% delas afirmaram que, em comparação ao início da pandemia, tiveram ou estão tendo aumento da procura por contratos temporários.

Muito desse destaque se deve por esta ser uma opção formal de contratação, considerada rápida, barata, flexível e que garante segurança econômica e jurídica tanto para os trabalhadores quanto para as empresas contratantes. Segundo o diretor regional da Associação, Cristian Giuriato, a região Nordeste tem tido destaque nesta modalidade, com os estados da Bahia, Ceará e Pernambuco sendo os principais em admitir mão-de-obra desta forma.

“Os indicadores da região Nordeste são positivos, melhores até do que a da pesquisa feita em nível nacional. O incremento de contratações é maior, inclusive em relação ao mesmo período do ano passado”, disse. “Com relação aos setores, muitas contratações foram realizadas nos segmentos que puderam continuar a produzir durante a pandemia, a exemplo dos de saúde e de alimentação, além da logística que é ligada a estes tipos de atividades”, acrescentou.

Em todo o país, o estudo apontou que, entre janeiro e junho deste ano, 47,5% das agências credenciadas também contrataram mais de 500 trabalhadores temporários para os setores como Agronegócio e Indústria, além dos já citados. As vagas eram para atuação em cargos operacionais (69%), administrativos (25%) e de supervisão (6%), com média salarial de R$ 1.045 a R$ 2 mil (75%) a até de R$ 3.001 a R$ 4 mil (2,8%).

A pesquisa revelou, da mesma forma, que 80,6% das agências associadas à entidade afirmaram que o aumento da demanda foi o principal motivo da geração de vagas temporárias. Contudo, os números acerca das contratações temporárias já eram significativos mesmo antes da explosão de casos do novo coronavírus no país. De acordo com a Asserttem, entre os meses de abril e junho, foi registrado o aumento no volume de vagas e contratações pelas agências de trabalho temporário, sendo que 17,1% delas realizaram mais de 400 contratos.

Quanto à faixa etária, os trabalhadores contratados no período encontram-se em uma faixa etária entre 18 e 29 anos em 52,8% das vagas; de 30 a 44 anos para 44,4% dos cargos ocupados; e de 45 a 60 anos para 2,8% dos contratos. Do total de vagas preenchidas, 72,7% foram preenchidas pelo sexo masculino. Para Giuriato, as últimas mudanças na legislação trabalhista facilitaram a contratação por parte do empresário.

“Muitas empresas ainda não conheciam essa modalidade de contratação e, com a mudança nas leis, elas passaram a decidir, entre as várias possibilidades, utilizar esta ferramenta. Nós acreditamos que o trabalho temporário seja uma forma equilibrada de respeitar do direito dos trabalhadores, além de ajudar também as empresas. Acreditamos também que este seja o caminho mais apropriado para as necessidades deste período tão problemático em todo o mundo”, afirmou.

Ainda segundo o dirigente, àquelas pessoas que estão buscando uma chance no mercado de trabalho, devem ficar atentas, pois as empresas devem começar, entre os meses de agosto e setembro, a contratar pessoal visando o período de fim de ano. “Que as pessoas fiquem atentas às vagas que são publicadas pelas agências, porque está havendo a contratação de um número expressivo de pessoas e demanda, no final do ano, costuma aumentar, principalmente por parte das empresas que produzem, da logística e das próprias lojas que vendem os produtos”, pontuou Cristian Giuriato.

 

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

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