
A Claro começou a implantar, nesta semana, a rede 5G em bairros da capital paulista e do Rio de Janeiro, em um processo que deve durar até setembro. A tecnologia só poderá ser acessada com smartphones que suportam o recurso, como o Motorola Edge, que chega às lojas nesta terça-feira, 14. O movimento acontece em meio às incertezas do leilão 5G, que foi adiado para o ano que vem.
Embora a rede que começa a ser implantada pela Claro não seja a tecnologia 5G definitiva, a operadora promete conexão até 12 vezes mais rápida do que a 4G convencional. Com tecnologia chamada DSS (compartilhamento dinâmico de espectro, na sigla em inglês), é possível compartilhar as frequências que já estão disponíveis hoje.
Clientes que adquirirem smartphones aptos a receber a quinta geração de internet móvel poderão ter as primeiras experiências com a tecnologia. Em São Paulo, a nova cobertura 5G estará disponível inicialmente na região da Avenida Paulista e Jardins, sendo gradativamente estendida para bairros como Campo Belo, Vila Madalena, Pinheiros e Itaim, entre outros.
No Rio, os primeiros pontos de cobertura estarão em Ipanema, Leblon e na Lagoa. Na sequência, devem se expandir por toda a orla, do Leme até a Barra da Tijuca. Segundo a operadora, os critérios de escolha levaram em conta fatores como demanda atual de tráfego e crescimento ao longo do último ano.
Antes mesmo do adiamento, entretanto, os agentes do setor já demonstravam preocupações sobre o leilão. Segundo especialistas e executivos ouvidos pela EXAME, muitas são as incertezas, desde a carga tributária até a Lei Geral das Antenas, que trata das normas municipais e estaduais para instalar estes equipamentos, que serão altamente demandados para o 5G. O receio é que falte discussão e sobrem dúvidas acerca do tema, uma combinação perigosa para atrair investimentos.
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