
O secretário da saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, criticou, nesta segunda-feira, 13, a distribuição do quem vem sendo chamado de “kit Covid” por algumas prefeituras da Bahia. O kit é composto por medicamentos como hidroxicloroquina, cloroquina e ivermectina.
O secretário destacou dois pontos de risco para a distribuição destes medicados em forma de ‘kit’. O primeiro é a falta de comprovação científica da eficácia destes remédios no combate ao novo coronavírus.
“Existe evidência negativa de que é maléfico, portanto não deve ser prescrito”, diz o secretário.
O segundo ponto citado pelo gestor da Saúde é que esta distribuição estaria infringindo regulações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Tem uma portaria da Anvisa de número 344 que exige a presença de um farmacêutico na unidade de saúde de dispensação. Além de recolher a receita, tem que ter um farmacêutico registrado para carimbar e liberar a entrega de cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, todas essas medicações”, explica Fábio Vilas-Boas.
Entenda o caso - A prefeitura de Itagi anunciou que vai distribuir os medicamentos ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, chamando-os de “kit-Covid”, para todos os moradores da cidade com sintomas do novo Coronavírus.
Conforme publicação feita nas redes sociais da prefeitura de Itagi, a medida faz parte do “Plano de enfrentamento à Covid-19” e trata-se de uma forma de evitar que pacientes “se desloquem para as farmácias” em busca dos medicamentos.
O kit será entregue nas casas das pessoas contaminadas. Para a gestão municipal, a ação é “pioneira e reforça o combate à disseminação acelerada do novo Coronavírus no município”.
Fonte: Jornal A Tarde
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