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Em Alagoinhas, passar trote agora é crime. Projeto do vereador Luciano Almeida foi sancionado pelo prefeito

Em Alagoinhas, passar trote agora é crime. Projeto do vereador Luciano Almeida foi sancionado pelo prefeito

21/06/2020 às 18h01 Atualizada em 21/06/2020 às 21h01
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em outubro de 2019, a edição 31 do jornal impresso Sua Cidade em Revista teve como matéria de capa o SAMU. O título - “Quando a estupidez do trote atrapalha o atendimento, causa prejuízo e põe vidas em risco.” focava no grande problema enfrentado pela equipe.

Um serviço que lida com risco de vida perder tempo atendendo ligações obscenas ou pedidos de atendimento para situações inexistentes é inaceitável. Segundo a enfermeira Luciana Lopes, coordenadora administrativa, ocorreram 7.418 trotes de janeiro a outubro de 2019 que podem ter inviabilizado uma necessidade real. Em algumas situações, a narrativa falsa levou à mobilização da SAMU e da Polícia Militar. O enfrentamento desta questão dependia de lei municipal que estabelecesse sanções pecuniárias com possibilidade de conversão para serviços comunitários, além da participação dos transgressores em palestras sobre o serviço. Já temos uma.

A editora do jornal SCR levou o problema à Câmara Municipal de Alagoinhas e o vereador Luciano Almeida, sensibilizado pela situação, apresentou projeto de lei que foi aprovado pela casa e sancionado pelo prefeito Joaquim Neto sob nº 2.517/2020, dispondo sobre a aplicação de multa aos responsáveis por trotes contra os serviços de atendimento em nosso município.  Assim, proprietários de linhas telefônicas, fixas ou móveis, das quais sejam originados trotes para o SAMU, GUARDA MUNICIPAL, DEFESA CIVIL e os demais serviços de urgência e emergência mantidos pelo município de Alagoinhas, ficam sujeitos a multas, nos termos dessa lei.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O SAMU

É sempre bom lembrar que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) tem como objetivo atender rapidamente a ocorrências que se caracterizem como emergência ou urgência médica que provoque sofrimento, sequelas ou até mesmo a morte. Podem ser de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica, psiquiátrica, entre outras.

Serviço gratuito, que funciona 24 horas prestando orientações e/ou enviando veículos tripulados por equipe capacitada, acionada por uma Central de Regulação das Urgências, desempenha um papel inestimável no atendimento à saúde pública. Seguindo o modelo francês Service d'Aide Médicale d'Urgence — que faz uso da mesma sigla "SAMU", foi o primeiro produto do Plano Nacional de Atenção as Urgências criado pelo governo Lula em 2003 com recurso financeiro para a manutenção através de custeio tripartite, sendo 50% do governo federal, 25% do governo do estado e 25% dos municípios.

Veja quando chamar o SAMU

  • Na ocorrência de problemas cardiorrespiratórios;
  • Intoxicação exógena e envenenamento;
  • Queimaduras graves;
  • Na ocorrência de maus tratos;
  • Trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto;
  • Em tentativas de suicídio;
  • Crises hipertensivas e dores no peito de aparecimento súbito;
  • Quando houver acidentes/traumas com vítimas;
  • Afogamentos;
  • Choque elétrico;
  • Acidentes com produtos perigosos;
  • Suspeita de Infarto ou AVC (alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo e desvio da comissura labial são os sintomas mais comuns);
  • Agressão por arma de fogo ou arma branca;
  • Soterramento, Desabamento;
  • Crises Convulsivas;
  • Transferência entre hospitais de doentes graves;
  • Outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso

O processo de atendimento começa com o técnico auxiliar de regulação médica, que pede informações básicas: nome, telefone, informações precisas de endereço e qual a queixa principal do paciente. Já tenta fazer uma triagem para ver se é uma situação real ou trote. Em seguida passa a ligação para o médico regulador que faz uma escuta qualificada da demanda. Ex: se a queixa é uma dor de cabeça forte, procura saber se está dentro do critério de atendimento de urgência ou não. Se não, o médico orienta o paciente sobre medicação e o atendimento que deve buscar posteriormente, se o problema persistir. Se for uma dor de cabeça com o critério de gravidade, enviam uma equipe que, ao chegar no local, passa a informação do quadro para a central e recebe a orientação no encaminhamento.

SAMU não é taxi, nem Uber

Importante registrar que a função do SAMU não é transportar paciente que não seja caso de urgência ou emergência. Se o paciente está gripado, machucou o pé ou desmaiou em casa por conta de embriaguez, por exemplo, cabe a ele ou à família transportá-lo, caso se faça necessário o atendimento médico. O serviço também não tem a função de facilitador de acesso ao hospital, recurso muito usado pela população na tentativa de burlar a ordem de atendimento.  Por conta disso a SAMU já adotou o seguinte critério: se a pessoa conseguir que a ambulância se desloque para atendê-lo, mas for constatado que quer apenas agilizar o atendimento no hospital não irá conseguir, terá que passar pela triagem.

 

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