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Projeto Ciência na Escola completa cinco anos e premia alunos de escolas estaduais

Projeto Ciência na Escola completa cinco anos e premia alunos de escolas estaduais

14/08/2017 às 20h14 Atualizada em 14/08/2017 às 23h14
Por: Redação
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Ciência na Escola
Ciência na Escola

Após cinco anos formando professores e promovendo a iniciação científica de estudantes de todo o estado, o programa Ciência na Escola comemorou seu aniversário em um evento realizado nesta segunda-feira (14), no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador, no qual promoveu uma mostra com os melhores projetos apresentados e premiou os três melhores projetos do estado. Dentre os destaques, está o Capacete Salva-Vidas, ideia que nasceu em 2014, em Conceição do Coité, após o estudante Marcelo Pinto, hoje, no 3º ano do Ensino Médio, conhecer as consequências da falta do equipamento após o acidente de um amigo.

“O Capacete Salva-Vidas funciona da seguinte maneira: ele tem uma transmissão entre o capacete e um dispositivo que é colocado na moto. Você coloca o capacete, ele reconhece a cabeça humana e envia transmissões via rádio para um dispositivo que fica na moto. Enquanto você não utiliza o capacete, ele não permite que a moto seja acionada”, explica o jovem cientista, que desenvolveu o projeto junto com a colega Poliana Mascarenhas, ambos do Colégio Estadual Polivalente.

Já o Fogão Solar, dos alunos do Colégio Estadual Simone Simões Neri, de Inhambupe, pretende usar a energia solar como alternativa ao gás e à lenha. Uma tampa de caixa d’água de 135 litros revestida com papel alumínio e pedaços pequenos de espelho, apoiado em um tripé de metal, forma a base do protótipo. “O objetivo em si é melhorar o que já existe, só que de uma maneira mais prática e também mostrar que ele pode ser uma solução para um impacto ambiental, porque pesquisas mostram que se este fogão fosse utilizado, diminuiria o desmatamento em uma quantidade significativa”, afirma a estudante Beatriz Pinho, que desenvolveu o projeto junto com o colega Caio Vieira.

Para o secretário estadual da Educação, Walter Pinheiro, os cinco anos do Ciência na Escola comprovam o esforço do Governo do Estado em promover o setor na Bahia. “Esses cinco anos são suficientes para revelar que a gente tem muito por fazer, mas eu acho que o passo foi dado na direção muito correta e agora uma intensificação desse programa de maneira que cada vez mais a gente colha recursos da União, do Estado, mas que a gente consiga também promover a verdadeira interação, caminhando na direção da pesquisa, do desenvolvimento, da pesquisa aplicada e, principalmente, agora, com a junção também do empreendedorismo”, afirmou o secretário.

A criatividade dos alunos foi premiada pelas Secretarias da Educação e de Ciências, Tecnologia e Inovação (Secti), também através do Fundo de Amparo à Pesquisa do estado da Bahia (Fapesb). O projeto “Viabilidade Técnica de uma Pet-Estufa”, do Colégio Estadual Rômulo Almeida, de Santo Antônio de Jesus, ficou em 1º lugar e ganhou o prêmio de R$ 30 mil. A iniciativa consiste em desenvolver uma estufa feita de garrafas pet, cultivando mudas de neem, andiroba e citronela, que são plantas que expelem repelentes naturais contra o mosquito do Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya.

O 2º lugar ficou com o projeto “Assistência Técnica Rural ao Agronegócio: Promoção à Segurança na Agricultura Familiar do Município de Itororó, dos alunos do Centro Territorial de Educação Profissional do Médio Sudoeste. A 3ª colocação foi para o projeto Jogo Digital “Choices”, como instrumento de Reflexão sobre a Importância da Alimentação Saudável e da Prática de Atividade Física na Adolescência, do Centro Juvenil de Ciência e Cultura de Vitória da Conquista.

Para o titular da Secti, Vivaldo Mendonça, a iniciação científica ainda na escola é importantíssima. “O programa da Secretaria da Educação cumpre esse papel de estimular a produção do conhecimento, a investigação científica, e a participação da Fapesb e da Secti, justamente, trabalha o reconhecimento a esse estímulo que, certamente, na sequência da formação educacional, esses estudantes ingressarão na universidade já com esse despertar para investigação, ciência, inovação, tecnologia. Ter a qualidade nos trabalhos é a certeza que estamos no caminho certo”, declarou o secretário.

Fotos: Amanda Oliveira/GOVBA

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