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Preço do café despenca mais de 11% em uma semana no Brasil

Chuvas em áreas produtoras e tensões comerciais com os EUA pressionam a cotação do café arábica e robusta

25/09/2025 às 08h08
Por: Redação Fonte: Brasil247
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Café (Foto: Mohammad Khursheed / Reuters)
Café (Foto: Mohammad Khursheed / Reuters)

O preço do café apresentou forte retração no mercado brasileiro na segunda quinzena de setembro, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP). O levantamento foi divulgado pelo Metrópoles e mostra que, em apenas uma semana, a commodity registrou perdas expressivas.

Entre os dias 15 e 22 de setembro, a saca de 60 quilos do café arábica, variedade mais consumida no país, acumulou queda de 10,2%. No mesmo período, o café robusta recuou 11,1%, conforme informou o Cepea.

 

Queda acumulada em setembro

De acordo com os dados, na terça-feira (23), a cotação do café arábica fechou em R$ 2.055,69 por saca, o que representa uma retração de 11,51% no acumulado do mês. Já o robusta foi negociado a R$ 1.278,86 por saca, somando uma desvalorização de 16,65% em setembro.

Fatores que explicam a retração

Os especialistas do Cepea apontam que as chuvas mais intensas nas regiões produtoras contribuíram para a pressão sobre os preços, uma vez que melhoram as perspectivas de oferta. Além disso, houve movimentações especulativas, com realização de lucros e liquidação de posições de compra na Bolsa de Nova York, que também influenciaram a cotação.

Outro elemento no cenário é a possibilidade de os Estados Unidos retirarem as tarifas sobre o café brasileiro. Atualmente, o produto está entre os itens taxados em 50% pelo governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa sobretaxa foi estabelecida no início de agosto como parte de uma nova rodada do tarifaço comercial imposto pela Casa Branca.

Perspectivas para o setor

Apesar da queda registrada nas últimas semanas, o Cepea ressalta que os preços continuam em patamares elevados. A combinação de oferta restrita, estoques reduzidos e os efeitos do tarifaço norte-americano mantém a commodity valorizada em relação a médias históricas.

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