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Bahia é palco de evento sobre negociações comerciais entre Brasil e Alemanha durante 41º Encontro Econômico entre países

O avanço das relações comerciais entre Brasil e Alemanha tem como cenário, este ano, a Bahia. Durante o 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEB...

16/06/2025 às 17h50
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
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Fotos: Thuane Maria/GOVBA
Fotos: Thuane Maria/GOVBA

O avanço das relações comerciais entre Brasil e Alemanha tem como cenário, este ano, a Bahia. Durante o 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado em Salvador, nesta segunda-feira (16), no Senai-Cimatec, representantes do setor produtivo, governos e entidades empresariais dos dois países discutiram caminhos para fortalecer o comércio bilateral e impulsionar desenvolvimento econômico na relação do Brasil com a Alemanha. O governador Jerônimo Rodrigues destacou o momento como um marco na relação entre o Mercosul e a União Europeia.

“Nós precisaremos construir as etapas que cabem na relação bilateral entre o Brasil e a Alemanha. Espero que a gente possa sair com agendas bastante afinadas, que o documento desse encontro possa sair como encaminhamento. Tanto Alban, quanto o ministro Rui Costa, acenam para um grupo de trabalho mais cuidadoso. A expectativa nossa é de total colaboração entre os dois países”, sinalizou o chefe do executivo baiano.

O evento acontece até esta terça-feira (17) e reúne autoridades como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, e representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), como o presidente Carlos Henrique Passos. No centro das discussões estão temas como inovação, sustentabilidade, energia renovável e reindustrialização.

Para o ministro da Casa Civil, Rui Costa, boas relações internacionais reposicionam o Brasil como exportador no mercado global que, na avaliação dele, tem sido cada vez mais competitivo e voltado para a transição energética e a sustentabilidade.

“Com as diversas cadeias produtivas, na agricultura, por exemplo, nos programas [federais] que são carro-chefe para a transição energética, dando condições muito favoráveis, além das que o Brasil já possui, pois o Brasil tem uma vantagem competitiva enorme quando se fala de geração de energia limpa”, disse o ministro.

Segundo o titular da SDE, Angelo Almeida, a realização do encontro em Salvador simboliza a disposição da Bahia de integração às cadeias globais de valor. “A Alemanha lidera mundialmente o processo da transição energética justa, com uma economia sustentável, discutindo a descarbonização das indústrias, a inovação. Então, estamos buscando fortalecer isso na Bahia, com modelos de negócios sustentáveis, observando oportunidades de desenvolvimento econômico. Toda essa dimensão que a gente já percebe no setor produtivo da Alemanha e isso nos anima muito. É um sinal de que estamos caminhando do lado certo da história”, comentou o secretário da pasta.

Desenvolvimento

Pautas como a ratificação do Acordo Mercosul-União Europeia e a criação de um novo tratado para evitar a dupla tributação entre Brasil e Alemanha são apontadas como prioridades. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também apresentou propostas para destravar barreiras comerciais e atrair investimentos, com foco na ampliação das exportações brasileiras.

Entre os setores com maior potencial de expansão estão a produção de hidrogênio verde, os biocombustíveis e a industrialização de minerais com valor agregado. Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban apontou que o Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do planeta, fator que adiciona valor na busca global por sustentabilidade.

“Já é público que uma das maiores reservas de terras raras do mundo está no Brasil e nós ainda temos tecnologia. Essa combinação é muito interessante para que possamos atender a grande questão que tem na Europa, que é a energia, principalmente energia verde. No Brasil sobra energia. Eu acho que isso é a grande diferença hoje para o mundo”.

Além das negociações institucionais, o encontro conta com uma rodada internacional de negócios promovida pela ApexBrasil, com a participação de mais de 60 empresas brasileiras e compradores da Alemanha. Os setores representados vão de alimentos e bebidas à indústria farmacêutica e de mineração. O encontro é realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), junto a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

Repórter: Milena Fahel/GOVBA

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