Quinta, 02 de Abril de 2026
21°C 31°C
Alagoinhas, BA
Publicidade

Indústria química encara desafios para crescer em 2024

De acordo com o especialista do setor José Rosenberg, diretor-presidente da Katrium Indústrias Químicas (RJ), apesar de ter cedido o 6º lugar no ra...

12/03/2024 às 10h38
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Unsplash
Unsplash

O ano de 2023 se mostrou um dos mais desafiadores para a indústria química brasileira – que cresceu menos do que as perspectivas iniciais indicavam. Vários fatores contribuíram para a baixa procura de produtos químicos em nível mundial, incluindo uma recessão na Europa, a inflação nos Estados Unidos e uma recuperação menor do que se esperava na procura por parte da China. Ainda assim, a indústria química brasileira lidera o mercado do setor na região e vigora entre as sete maiores do mundo, tendo perdido a sexta posição para a Índia. Os primeiros colocados permanecem: China, Estados Unidos, Japão, Alemanha e Coreia do Sul.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o país tem potencial para ocupar posições ainda mais altas. Se hoje o setor fatura cerca de US$190 bilhões, o que representa 11% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do país, é possível prever crescimento a partir de ganhos de eficiência energética e climática. O incentivo ao uso de fontes renováveis não só pode tornar os custos de energia mais baixos para o setor químico, como também pode consolidar a posição de liderança do Brasil para uma transição energética tecnológica e sustentável.

Apesar de contar com o regime especial (Reiq), a concorrência na indústria química ainda é acirrada. Enquanto nos Estados Unidos e em países da Europa os impostos sobre faturamento da indústria química variam de 20% a 25%, no Brasil eles giram em torno de 40% a 45%. Além dessa diferença, o setor arca com uma matéria-prima até 4 vezes mais cara no país em comparação com os concorrentes estrangeiros.

Na opinião de José Rosenberg, diretor-presidente da Katrium Indústrias Químicas – empresa responsável pelo fornecimento do cloro usado no tratamento da água do Rio de Janeiro – mesmo com recentes conquistas, a indústria química nacional carece de mais incentivos para ganhar competitividade. “Metade do que produzimos no país é exportado. Consequentemente, a dependência do ambiente internacional de negócios é relevante”.

Segundo o executivo, quando a economia interna estiver mais aquecida, a indústria química ganhará mais representatividade. Afinal, é ela que fornece produtos químicos para setores-chave, como agricultura, pecuária e a indústria de ração animal e fertilizantes. “Também é indispensável na fabricação de tintas, produtos de limpeza, higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, medicamentos e até mesmo no processo da indústria do chocolate. Ou seja, vários segmentos industriais dependem diretamente da indústria química. Quando a indústria nacional tem bom desempenho, de modo geral, também a indústria química colhe bons frutos”.

Rosenberg afirma, ainda, que a recuperação da indústria química brasileira passa necessariamente por mais incentivos fiscais, pela desburocratização de processos, pelo aumento de impostos para matérias-primas importadas, pela transição energética, por uma economia aquecida e circular, pelo melhor uso da inteligência artificial e processos de inovação.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Alagoinhas, BA
22°
Tempo nublado

Mín. 21° Máx. 31°

23° Sensação
1.07km/h Vento
93% Umidade
100% (1.3mm) Chance de chuva
05h37 Nascer do sol
17h36 Pôr do sol
Sex 29° 21°
Sáb 31° 21°
Dom 32° 21°
Seg 32° 22°
Ter 32° 21°
Atualizado às 04h01
Economia
Dólar
R$ 5,16 +0,09%
Euro
R$ 5,98 +0,13%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 365,553,66 -2,30%
Ibovespa
187,952,90 pts 0.26%
Lenium - Criar site de notícias