
O Brasil avança em Cuidados Paliativos e ganha Política Nacional específica para o setor. Isso significa que este serviço será estruturado e organizado na rede pública de saúde para todos os pacientes com doenças ameaçadoras da vida se tratarem, de forma a manter o alívio da dor e sofrimento e a qualidade de vida. Essa é uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que entende como direito ter o acesso a Cuidados Paliativos por qualquer pessoa.
Atualmente existe no Brasil iniciativas isoladas de Cuidados Paliativos, conforme demonstra o Atlas de Cuidados Paliativos, elaborado pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), instituição que existe no Brasil há quase 20 anos e que é referência na América Latina em prática paliativista. A conquista de hoje é comemorada por toda academia, como comenta o presidente, Rodrigo Kappel Castilho, a seguir.
"Finalmente, o Brasil agora tem uma Política Nacional de Cuidados Paliativos para chamar de sua. A partir daí as pessoas vão ter acesso em toda a rede de saúde aos cuidados paliativos. É um dia para ser muito celebrado", comemora Castilho.
O Atlas de Cuidados Paliativos, lançada pela ANCP e entregue em primeira mão para a Ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, pelas mãos do presidente da ANCP, apresenta a compilação oficial de dados relevantes sobre o status da abordagem dos Cuidados Paliativos no Brasil que sustentam reflexão crítica sobre a especialidade e seus desafios. Nele consta que o maior número de serviços em CP está concentrado no atendimento público pelo SUS, com 123 (52,5%) unidades, além de 36 (15,3%) serviços instalados em instituições de atendimento público e privado, e 75 (32%) serviços em hospitais privados.
Matéria publicada em dezembro no jornal impresso Sua Cidade em Revista
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